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Publicado em 20/10/2026, às 10h20 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
“Tenho um lado lésbica.” A declaração de Flor Gil, neta de Gilberto Gil e filha de Bela Gil, chamou atenção ao abordar um tema que ainda desperta curiosidade sobre sua vida pessoal: a orientação sexual.
Aos 18 anos, a atriz afirmou que não se sente confortável em adotar rótulos definitivos e explicou que prefere se permitir viver novas experiências sem se prender a classificações.
Em entrevista ao gshow, Flor também confirmou que está solteira após o fim do relacionamento com a modelo norte-americana Nikita Gontarcyk. A artista aproveitou a conversa para esclarecer o que quis dizer quando começou a falar publicamente sobre sua sexualidade nas redes sociais.
Flor explicou que não considera suas declarações anteriores uma espécie de anúncio definitivo sobre sua orientação sexual. Segundo ela, sua forma de se enxergar está em constante transformação.
“Eu não me assumi nada, na verdade. E eu não sou nada, eu estou. Eu estou sempre, constantemente, sendo. Eu fiz um grande post sobre isso, falando que não estava me assumindo, e que eu tinha um grande privilégio de não ter que sair do armário em algum momento”, afirmou.
A atriz também relembrou que, quando começou a publicar sobre o assunto, estava namorando Nikita e não sentia interesse em se relacionar com homens naquele período.
“Naquela época eu estava namorando minha ex-namorada, maravilhosa, por quem eu tenho muito carinho, somos superamigas. [Estava] experimentando de tudo. Naquela época eu não tinha interesse nenhum de ficar com homem”, declarou.
Ao falar sobre as possibilidades de atração, Flor reconheceu que a bissexualidade poderia ser uma forma de descrever parte de sua experiência, mas disse que o termo não contempla tudo o que sente sobre si mesma.
“Tem um lado meu que é [lésbica], um lado meu que não é. Aí tem uma junção disso, um nome para isso: bissexualidade. Mas, para mim, é um pouco pequeno para o que eu sou”, explicou.
A artista afirmou ainda que sua maneira de pensar e viver não se encaixa facilmente em definições fixas. Para ela, as experiências familiares também influenciaram sua percepção sobre liberdade e relacionamentos.
“É muito difícil de entender a minha cabeça. Eu venho de exemplos muito loucos. Meus pais são exemplos que muita gente não entende. É uma prateleira que muita gente não chega. Sou uma pessoa muito livre. Não sou fixa a nenhum tipo de rótulo, ideologia, conceitos. Estou me permitindo navegar entre tudo”, concluiu.