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Publicado em 24/02/2026, às 11h51 Reprodução/TJPA Juliana Barbosa
A atriz Claudia Raia, de 59 anos, fez um forte relato sobre uma experiência traumática vivida aos 13 anos. A revelação foi feita durante entrevista ao programa Dona da Casa, da rádio portuguesa Antena 3.
Segundo Claudia, o episódio ocorreu quando ela estava nos Estados Unidos, hospedada na casa de um coreógrafo que era visto como alguém de confiança pela família. Em um momento em que ficou sozinha com ele, a situação saiu do controle.
“Eu era muito nova, eu tinha 13 anos, muito nova mesmo, e fui assediada pela pessoa que estava me recebendo na casa dele”, contou a atriz durante a entrevista.
Claudia explicou que, por fazer parte do meio da dança, estava acostumada a um ambiente mais físico, o que inicialmente não a fez perceber o risco da situação.
"E um dia, domingo, a mulher dele tinha saído pra passear com a neném deles, e ele veio conversar comigo como é que tinha sido a semana, de aulas e tudo. E nós bailarinos, a gente tem uma coisa muito física, um bota a mão na perna do outro, é muito livre, né? Então ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola, como se fosse um tio meu, sabe?", contou.
No entanto, ao notar que o comportamento do homem ultrapassava limites, ela se lembrou de um conselho dado pela mãe ainda na infância.
"E aí essa mão foi subindo, foi subindo aqui, pro meio da minha perna. Aquilo me chamou atenção, eu já olhei de em volta, porque minha mãe sempre disse, se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver do seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça. E eu olhei, do lado tinha uma coruja de cristal. Eu falei, é a coruja. Se ele avançar, é a coruja. Ele avançou. E eu dei a coruja na cabeça dele, ele desmaiou, abriu a cabeça. Veio com a mão por dentro da minha perna e veio para cima de mim. E eu joguei a coruja na cabeça dele. Achei que eu tinha matado ele. Imagina, com a cabeça aberta, sangrando", relatou.
A atriz relatou que reagiu para se proteger e, em seguida, deixou o local em estado de choque. Sem apoio imediato, saiu da casa levando apenas alguns pertences e passou momentos de pânico sozinha pelas ruas do bairro de Harlem.
“Eu peguei minha mala, coloquei o que eu vi na frente de roupa e saí em pânico, sem ter para onde ir”, relembrou.
Claudia afirmou que nunca mais teve contato com o coreógrafo após o ocorrido. Anos depois, já adulta, reencontrou o filho dele em um evento profissional ligado à dança, o que trouxe lembranças difíceis.
"Na verdade, ele morreu agora, faz uns dois anos. Encontrei o filho dele, que é a cara dele, que é um grande sapateador. Eu também sapateio. E nós éramos padrinhos de um concurso de sapateado, um campeonato de sapateado que tem no Brasil. Ele era o padrinho, eu era a madrinha, foi quando eu encontrei com ele. Mas eu fiquei toda gelada quando o vi, porque ele era a cara dele."