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Publicado em 03/07/2026, às 07h29 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Após a repercussão negativa envolvendo o reality As Patroas e a abertura de uma investigação pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a influenciadora Viih Tube se pronunciou pela primeira vez para explicar a proposta do projeto. Segundo ela, o programa nunca teve a intenção de expor ou humilhar os funcionários da casa, mas sim provocar uma reflexão sobre a jornada de trabalho conhecida como escala 6x1.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Viih afirmou ter ficado surpresa com a dimensão que a polêmica tomou.
"Meu Deus do céu, a proporção que tomou, estou mega-assustada. A nossa intenção era, sim, chamar a atenção para falar do fim da escala 6x1. Nós somos contra. Porém, não imaginava o tamanho da proporção que tomou", declarou.
A influenciadora, que teve o perfil no Instagram desativado, explicou que a estreia do reality foi planejada para coincidir com o período em que o Senado passou a discutir a proposta de emenda constitucional relacionada ao tema. Segundo ela, a estratégia fazia parte da narrativa construída para o programa.
Após virar alvo de investigação, Viih Tube afirma que reality com funcionários foi criado para provocar um debate sobre a escala 6x1:
— poponze (@poponze) July 2, 2026
“A data de postagem do reality foi proposital, porque o dia 1º foi o dia em que a escala 6x1 foi discutida no Senado. A nossa intenção era, sim,… pic.twitter.com/V8qtHs8i5n
Reality foi alvo de críticas
A atração passou a ser alvo de críticas depois que um dos desafios mostrou funcionários procurando moedas espalhadas pela casa, incluindo dentro de um vaso sanitário e de uma lixeira do banheiro. As imagens repercutiram nas redes sociais e geraram acusações de humilhação e exploração dos participantes.
Em meio à repercussão, o primeiro episódio acabou sendo retirado das plataformas digitais.
Viih afirmou que o segundo capítulo da série serviria justamente para esclarecer a mensagem do projeto e ampliar a discussão sobre as condições de trabalho.
"Nesse episódio, a gente traz duas críticas sociais: à precarização do trabalho, que foi o que a gente postou no primeiro episódio, e à escala 6x1", explicou.
"Tudo fazia parte da história"
Segundo a ex-BBB, o segundo episódio precisou ser antecipado por causa da repercussão. Originalmente, o lançamento estava previsto para acontecer apenas alguns dias depois.
Ela contou que toda a narrativa já havia sido planejada. "Tinha um enredo, tinha um porquê, era tudo combinado. A gente imaginou que 72 horas era tempo suficiente para as pessoas estranharem algumas situações do primeiro episódio e, depois, entenderem a mensagem."
Viih também afirmou acreditar que seu público compreenderia a proposta desde o início. "Eu achei que estava claro. Para quem me acompanha, talvez fosse mais fácil entender, porque sabem da nossa relação com as meninas e das nossas intenções."
Funcionários participaram por vontade própria, diz influenciadora
Outro ponto destacado por Viih foi a participação dos funcionários no reality. Ela negou qualquer tipo de imposição e afirmou que todos aceitaram integrar o projeto de forma voluntária.
Segundo a influenciadora, os participantes assinaram contratos específicos para a produção audiovisual e receberam remuneração independente das atividades exercidas na residência.
"Elas não foram obrigadas a participar. Foi feito um convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho, recebendo um salário pela participação no reality, como acontece em uma produção audiovisual."
Caso virou alvo do Ministério Público do Trabalho
A declaração acontece poucos dias depois de o reality entrar na mira do Ministério Público do Trabalho. Conforme revelado anteriormente, uma representação apresentada pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) pede a apuração de possíveis irregularidades trabalhistas envolvendo a produção.
Entre os pontos questionados estão a utilização da imagem dos funcionários, a realização das provas durante a rotina de trabalho e a possibilidade de violação de direitos trabalhistas.