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Publicado em 04/11/2025, às 08h18 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Japinha do CV, como assim ficou conhecida uma jovem chamada descrita como "musa do crime", foi um dos nomes mais comentados após megaoperação policial no Rio de Janeiro. Apontada como uma das seguranças do traficante Doca, principal alvo da 'Operação Contenção', ela já atrai quase 1 milhão de internautas nas redes sociais.
Depois dos rumores de que ela estaria viva ganharem força na internet, diversos perfis foram criados e associados à Penélope, como também foi apelidada. Apenas uma conta no Instagram chegou a ultrapassar a marca de 500 mil seguidores, mas acabou sendo desativada, assim como o primeiro perfil onde foi publicada uma mensagem que seria da sua irmã.
Já outro perfil que contabiliza número expressivo soma mais de 280 mil seguidores. Apesar de não ter confirmação de que a conta é realmente de Japinha do CV, existe uma publicação com a foto da jovem do dia 27 de agosto, ou seja, dois meses antes da operação nos complexos do Alemão e da Penha, quando passou a ficar "famosa".
Nos stories, estão sendo compartilhados diversos vídeos e fotos dela, e também propaganda de joguinhos online. Em um dos posts, Japinha aparece dançando com Nathan, que seria o seu namorado e com quem estaria foragida.
Nome de Japinha do CV não está na lista de mortos
Apontada como uma das seguranças do traficante Doca, principal alvo da operação, a jovem ficou "famosa" por sua atuação no tráfico de drogas nas comunidades dominadas pela facção criminosa e teria sido morta com um tiro de fuzil na cabeça.
Um vídeo, que circula nas redes sociais, mostra o corpo de uma mulher com o rosto esfacelado e vestindo roupas camufladas e colete balístico. Inclusive, após repercussão da sua morte, uma foto associada a ela mostra uma pessoa com vestimentas de guerra, que teria sido feita momentos antes do confronto com a polícia.
Porém, surgiram também boatos de que Japinha do CV estaria viva e não teria sido uma das mortas na operação. A reportagem do BNews chegou a divulgar um áudio de uma suposta ligação dela com um amigo em que ela afirma não ter sido alcançada pelas forças de segurança.
Agora, indícios apontam que há possibilidade real da suspeita está viva. Isso porque a lista da polícia, divulgada pela coluna de Mirelle Pinheiro, no portal Metrópoles, não mostra a identificação de nenhuma mulher. Sendo assim, mesmo Japinha do CV não tendo o nome completo revelado, apenas homens estão entre os mortos.
Japinha do CV já se fingiu de morta em outra operação
Responsável por ser uma das seguranças do chefe do Comando Vermelho, conhecido como 'Doca' ou 'Urso', a traficante já havia sobrevivido em outras operações realizadas pela polícia nas favelas fluminenses.
Em um áudio antigo, inclusive, Japinha conversa com um amigo, dizendo que estava viva e cobrando uma dívida de R$ 2 mil. No diálogo, o homem comenta que circulavam mensagens em grupos de redes sociais afirmando que ela teria morrido. Ela ainda pede que o rapaz guarde segredo.
Na operação mais recente, imagens de um corpo com o rosto esfacelado por um disparo de fuzil foi atribuída como sendo a Japinha do CV. No entanto, detalhes no corpo fizeram com que internautas atribuíssem o cadáver como sendo do gênero masculino, que foi reforçado pela lista dos mortos divulgadas pela polícia.
Quem é Japinha do CV?
Diante da repercussão do nome da jovem, muita gente se perguntou quem seria a soldada do crime que viralizou nas redes sociais após ser morta. Segundo informações divulgadas pelo historiador e escritor Joel Paviotti, especializado em Educação e Segurança Pública, ela atuava como uma das principais seguranças do traficante Doca, maior alvo da operação.
"Ela era uma das pessoas que fazia a contenção e fazia parte da segurança do Doca, mas ela circulava pela Penha, pelo Alemão e por outros morros do Comando Vermelho que precisassem de reforço. Ela era uma espécie de soldado de elite do Doca", detalha em um vídeo no canal Iconografia da História, no YouTube.
De acordo com a coluna 'Na Mira', do portal Metrópoles, Japinha atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas. "Essa moça era uma das mulheres que fazia a segurança das bocas da Penha e acabou virando segurança do Doca", conta o professor.
Ainda confrome o estudioso, "Japinha do CV cresceu na Penha, na Vila Cruzeiro, entrou no mundo do crime e aprendeu desde cedo a dar tiros de fuzil, andar armada, fazer segurança e combates na mata". Além disso, relatos de pessoas próximas a descrevem como "uma pessoa bastante cruel quando tinha que dar uma lição em alguém, que era muito "disposição" e totalmente linha de frente. Era bastante conhecida não apenas no Alemão, mas em diversos outros lugares".