Entrevista
Publicado em 10/06/2026, às 04h00 Reprodução/Bnews TV Analu Teixeira
O comandante responsável pelo policiamento no Complexo do Nordeste de Amaralina, tenente-coronel Batalha, afirmou que o combate às organizações criminosas na região passa cada vez mais pelo uso da tecnologia e da inteligência policial. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, nesta terça-feira (9).
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Ao comentar denúncias sobre a atuação de grupos criminosos que exploram economicamente territórios por meio da cobrança de taxas ilegais para funcionamento de provedores de internet, comércio local e serviços de transporte, o oficial destacou que a atuação das forças de segurança não se limita ao policiamento ostensivo. “Precisamos trabalhar com inteligência e com tecnologia”, afirmou.
Segundo o comandante, a integração entre diferentes órgãos da segurança pública tem sido fundamental para enfrentar práticas criminosas mais complexas e ampliar a capacidade de investigação das forças policiais.
“Nós hoje temos uma integração muito grande com a Polícia Civil, Polícia Técnica e outras instituições, e isso nos fortalece para que a gente não permita que esse tipo de ação aconteça”, declarou.
O tenente-coronel revelou ainda que estudos estão sendo realizados para ampliar os mecanismos de monitoramento utilizados pelas forças de segurança na região. Embora não tenha detalhado os projetos em andamento, ele afirmou que o objetivo é dificultar a utilização de equipamentos e tecnologias por grupos criminosos para monitorar a movimentação policial.
“Já estamos fazendo estudos para outros tipos de monitoramento”, disse.
Câmeras corporais
Durante a entrevista, o comandante também comentou o processo de implantação das câmeras corporais utilizadas por policiais militares na Bahia. Segundo ele, o equipamento representa uma ferramenta importante tanto para a proteção da sociedade quanto dos próprios agentes de segurança. “O uso das câmeras está em período de implantação”, explicou.
De acordo com o oficial, o registro audiovisual das ocorrências ajuda a esclarecer denúncias e aumenta a transparência das abordagens policiais. Como exemplo, ele citou um caso em que imagens gravadas por um policial ajudaram a comprovar a regularidade de uma ação questionada posteriormente. “O uso da câmera corporal é mais uma ferramenta a favor do policiamento”, afirmou.
Reconhecimento facial
Outro tema abordado foi o uso da tecnologia de reconhecimento facial pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia. Para o comandante, a ferramenta tem contribuído significativamente para a localização de foragidos da Justiça e para o aumento da sensação de segurança em grandes eventos.
“Os resultados hoje da SSP em relação às prisões por reconhecimento facial são fantásticos”, declarou.
Segundo ele, a expectativa é que a tecnologia seja ainda mais integrada ao trabalho diário dos policiais nos próximos anos, permitindo respostas mais rápidas durante abordagens e operações.
Ao citar exemplos práticos, o oficial destacou a utilização do sistema em eventos de grande porte realizados em Salvador, como partidas de futebol e o Carnaval, onde pessoas com mandados de prisão em aberto foram identificadas e capturadas.
Dados divulgados durante a entrevista apontam que mais de mil pessoas já foram presas na Bahia neste ano com auxílio do reconhecimento facial. Para o comandante, o avanço tecnológico representa um importante aliado no combate à criminalidade e na retirada de criminosos das ruas.
“Você retira das ruas pessoas com mandados em aberto e indivíduos de alta periculosidade. Isso traz mais segurança para o cidadão”, concluiu.