Entrevista
Publicado em 09/06/2026, às 20h52 Reprodução/Bnews TV Analu Teixeira
O comandante responsável pelo policiamento no Complexo do Nordeste de Amaralina, tenente-coronel Batalha, comentou nesta terça-feira (9) a participação de policiais militares em atividades nas redes sociais e outras iniciativas realizadas fora do exercício da função pública.
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Durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, na rádio Baiana FM (89,3) o oficial foi questionado sobre críticas feitas por um telespectador em relação à presença de integrantes das forças de segurança em plataformas digitais e atividades de entretenimento.
Ao responder, o comandante afirmou que é necessário diferenciar a atuação profissional do policial de suas atividades na esfera privada, desde que sejam observadas as normas estabelecidas pela corporação. “Todo e qualquer tipo de situação que foge à questão do trabalho da segurança pública são questões pessoais”, afirmou.
Segundo o oficial, o fato de um cidadão ingressar na Polícia Militar não elimina sua vida particular nem impede que desenvolva outras atividades fora do horário de serviço. “O cidadão, quando se torna policial, ele faz o trabalho dele, mas também tem uma vida fora da polícia”, declarou.
Apesar disso, o tenente-coronel ressaltou que existem limites estabelecidos pelas normas internas da corporação e pela legislação vigente. De acordo com ele, eventuais excessos ou condutas incompatíveis com a função policial podem resultar em apurações administrativas e sanções disciplinares.
“Existem regras de conduta. Se o indivíduo chegar a infringir determinadas leis e determinadas normas internas, ele vai responder por isso”, destacou.
A declaração ocorre em meio ao crescimento da presença de agentes de segurança pública nas redes sociais, onde muitos compartilham rotinas profissionais, opiniões pessoais e conteúdos voltados ao entretenimento. O tema tem gerado debates dentro e fora das corporações sobre os limites entre a liberdade individual dos agentes e a preservação da imagem institucional das forças policiais.
Sem citar casos específicos, o comandante reforçou que a Polícia Militar possui mecanismos internos para fiscalizar eventuais desvios de conduta e que qualquer situação considerada irregular pode ser submetida à análise dos órgãos competentes da corporação.
Para o oficial, o principal critério continua sendo o respeito às normas que regem a atividade policial e aos deveres assumidos pelos integrantes da instituição.