Esporte

Senado quer ouvir Orlando Silva e Teixeira

Publicado em 28/09/2011, às 17h01      Redação Bocão News


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (28), o convite para que o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, discutam as ações do governo para a realização da Copa do Mundo de 2014.

Entre os diversos assuntos, serão debatidos os problemas de atrasos em obras de infraestrutura, como portos e aeroportos, e os investimentos em estádios de futebol. Como foi aprovado um convite, nem o ministro nem Teixeira são obrigados a prestar esclarecimentos aos parlamentares.

A CCJ deve ouvir, além de Orlando Silva e Ricardo Teixeira, o chefe da Câmara de Infraestrutura para a Copa do Mundo, Guilherme Ramalho, a relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik, e o procurador da República e coordenador do Grupo de Trabalho Copa do Mundo Fifa 2014 da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público, Athayde Ribeiro Costa.

Risco - No dia 26 de maio deste ano, o 247 foi a primeira publicação a alertar sobre o risco de que o Brasil perdesse a Copa do Mundo de 2014 para os Estados Unidos, em razão dos atrasos nas obras dos estádios e dos projetos de mobilidade urbana. Naquele momento, já estava claro, para quem acompanha os movimentos da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, que os Estados Unidos, organizadores da Copa de 1994, vencida pelo Brasil, já se articulavam para sediar também o evento de 2014. Neste fim de semana, diversas publicações alertam que o risco é real. Eis os motivos:

As obras de praticamente todos os estádios estão atrasadas. Em muitos casos, os problemas são superfaturamento e esquemas com empreiteiras.

• Os projetos de mobilidade urbana não saíram do papel e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já falou até em decretar “feriados” nos dias dos jogos – o que apenas evidenciaria a incapacidade do País em organizar um evento de porte mundial.

• A Lei Geral da Copa, enviada ao Congresso Nacional no último dia 16 pela presidente Dilma, desagradou, e muito, a Fifa, que pretende ter o controle total sobre temas como credenciamento de jornalistas, vendas de ingressos, gratuidades (a Fifa é contra meia entrada para idosos, por exemplo) e proibição contra o marketing de emboscada – como a entidade tem acordos globais com cervejarias e outras marcas, pretende defender seus parceiros comerciais.

• Além de tudo isso, é péssima a relação entre o governo Dilma e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que sonha em assumir o comando da Fifa após o Mundial de 2014.

Foto: Terra

Jerome Valcke já perdeu a confiança no ministro dos Esportes, Orlando Silva, e admite a interlocutores que pensa num plano B. Este plano B existe e foi publicado aqui no 247, em maio: USA.


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