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Ramon destaca sua versatilidade e releva mudança nos bastidores do clube: "A confiança voltou"

Vitória teve dois triunfos seguidos, diante do Atlético-MG e América-MG  |  Maurícia da Matta/ECV

Publicado em 05/09/2018, às 14h58   Maurícia da Matta/ECV   Redação Galáticos Online

Após dois triunfos seguidos, diante do Atlético-MG e América-MG, o Vitória vive, talvez, seu melhor momento no Campeonato Brasileiro. Além dos resultados positivos, o Leão não sofreu gols nos dois jogos, fator importante para mudar o status de defesa mais vazada da competição, com 40 gols sofridos em 22 jogos. Após o treino desta quarta-feira (5), o zagueiro Ramon destacou a volta da confiança dos jogadores.

"A confiança voltou. Isso posso falar de mim. Quando a gente ia jogar contra qualquer outro dia e tomava o gol, olhava para o lado e todo mundo cabisbaixo, um tentando animar o outro. E agora, não. A confiança voltou, todo mundo confiante, sabe o que tem que fazer dentro de campo. Pode ter certeza que a conversa dentro de campo mudou também, todo mundo se comunicando. Isso ajuda muito, comunicação dentro de campo. O professor Paulo sempre pedindo isso para a gente. Até mesmo quando um jogador nosso estava com a bola, a gente falava que estava marcado, e esse jogador rapidamente procurava avaliar oportunidades para não perder a bola. Futebol é isso, se você não perder a bola, tem grandes chances de ganhar o jogo”, afirma Ramon.

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Para o defensor Carpegiani tem grande contribuição nessa mudança de ambiente do Vitória. "O professor Paulo, por ser gaúcho, trouxe trabalho muito competitivo para o Vitória. Nos treinamentos, no próprio aquecimento, como ele fala. É uma forma competitiva. Isso a gente acaba levando para dentro de campo. A gente briga por cada bola. Isso vem mostrando nos últimos jogos. Três jogos e a gente só tomou um gol. E daqui para frente por ter certeza que vai ser nessa pegada".

Desde que que assumiu o clube, o comandante não tem mostrado receio de contar com jogadores oriundos da base na equipe principal. Contra o América-MG, na última partida da equipe, o rubro-negro foi a campo com seis atletas da base.

"Eu que já tenho um pouco de mais tempo do que os meninos que subiram agora posso falar bem. Nessas quatro temporadas minhas, poucos atletas subiram. E a base sempre era muito bem falada, tanto no Brasil, como fora. No último jogo, seis, sete atletas vieram da base. Sem falar que os outros garotos que estavam jogando são abaixo de 25 anos. Isso mostra que o futebol hoje em dia não importa idade, não importa tamanho, mas qualidade. E o professor Paulo está analisando os jogadores. Ele vai colocar qualquer jogador, não importa a idade. Fico feliz", disse Ramon.
O jogador também aproveitou a ocasião para destacar sua versatilidade em campo.

"Diante das minhas características, o professor conversa comigo diariamente sobre isso. Ele tem várias opções de esquema tático durante o jogo. Ele vê que a gente defendendo muito, pode recompor com três zagueiros. Se vê que o time pode jogar mais, pode liberar mais o Jeferson, me liberar para sair para jogar. Isso é bom para o Vitória, para mim também. Vou conhecendo mais cada território ali dentro. É bom para minha evolução. Pode ter certeza que onde ele preferir que eu jogue vou dar o meu máximo para que o Vitória saia com o triunfo".

Para finalizar, Ramon falou sobre as chances do time brigar por algo a mais no Brasileirão. "Claro, com certeza. A palavra-chave do Campeonato Brasileiro, para mim, é oscilação. Se não oscilar, vai bem. Isso que a gente está procurando fazer: não oscilar. A gente tem os exemplos dos times que estão lá em cima, que ficam três, quatro jogos, sem perder. É isso que a gente tem procurado fazer. É esquecer o que passou, só pensar na frente, conquistar o maior número de pontos, fazer os nossos 45 pontos, que a gente sabe que o nosso campeonato é esse. E depois dos 45 brigar por coisas boas, Sul-Americana e quem sabe Libertadores".

O Vitória enfrenta o Fluminense nesta quinta-feira, às 19h30, no Maracanã. Atualmente, o Vitória é o 13º colocado, com 25 pontos, dois a mais que o Sport, cube que abre o Z-4.

Classificação Indicativa: Livre


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