O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou ontem (11), com o governo do Estado da Bahia, o contrato de financiamento no valor de R$ 323,6 milhões para a reconstrução do estádio da Fonte Nova, que foi implodida em agosto. As obras no estádio vão gerar cerca de quatro mil empregos diretos e indiretos.
O projeto, uma parceria público-privada na modalidade de concessão administrativa, liderada pela Odebrecht, foi iniciada com recursos do governo baiano. Com a contratação do financiamento do BNDES, que corresponde a 46% do investimento total, o projeto deverá começar a receber recursos do banco ainda no primeiro trimestre.
O novo estádio terá capacidade para pouco mais de 50 mil pessoas. O modelo que será referência será o da AWD Arena, em Hannover, utilizado na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
Além da Bahia, outros três estados serão beneficiados em um primeiro momento são o Ceará (R$ 351,5 milhões para a reforma do estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão) e o Mato Grosso (R$ 393 milhões, o estado que conseguiu o maior valor para a construção da arena Pantanal, que será construída em Cuiabá), todos sedes do Mundial. Ao todo, o governo vai liberar cerca de R$ 1,06 bilhão para realizar parte das obras.
Apenas a reforma do Maracanã aguarda a solução de pendências, como o aval da Controladoria Geral da União (CGU), para a assinatura do contrato com o governo fluminense.
Segundo o BNDES, é normal um intervalo entre a aprovação e a contratação para a reunião de documentos e superação de entraves burocráticos. A demora não estaria relacionada à possibilidade de revisão no orçamento total da reforma do Maracanã, orçada em R$ 712 milhões. Sinais de deterioração da estrutura da cobertura do estádio podem elevar o projeto a R$ 1 bilhão. O Ministério Público Federal pediu informações sobre o projeto.
Mesmo que o custo total da reforma do Maracanã suba, o BNDES não poderá aumentar a sua participação no projeto. A cifra de R$ 400 milhões do crédito concedido à obra, equivalente a 57% do custo total, está no teto estabelecido para cada operação no ProCopa Arenas, linha especial criada pelo banco para financiar estádios nas cidades-sede.
Na última segunda, 10, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, admitiu haver pendências em relação ao financiamento do Maracanã e de outras arenas, mas disse não ver nenhum risco aos contratos. "Essa questão está sendo esclarecida, não vemos risco nenhum. Existem outras dúvidas em outros casos, mas todas serão esclarecidas. O que nós queremos é fazer tudo corretamente e dentro do prazo", afirmou.
Segundo o BNDES, a Arena Pernambuco, último dos seis projetos que solicitaram financiamento ao banco até o momento, está em fase final de análise pela área técnica. Só após esta etapa ela será levada à aprovação da diretoria.
Informações do Estadão
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