Esporte

Após SAF fracassada, clube tradicional supera dívidas e conquista acesso no Campeonato Brasileiro

Gama reestrutura gestão, enxuga dívida milionária pela metade e carimba passaporte para a Série C em 2026 depois de fracasso da SAF  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 18/08/2026, às 07h13   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

O torcedor do Gama vive dias de orgulho após presenciar uma das reviravoltas mais marcantes do futebol nacional. Poucos anos depois de ver o sonho da SAF ruir e o fantasma da falência bater à porta, o clube do Distrito Federal deu a volta por cima: reestruturou suas finanças, arrumou a casa e comemorou a subida de divisão para a Série C de 2026.

A vaga na Terceirona veio acompanhada de um futebol impecável na Quarta Divisão. Logo de cara, o Alviverde sobrou no Grupo A3, avançando invicto na liderança com 26 pontos em 10 partidas — resultado de oito vitórias e dois empates.

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No mata-mata, o Periquito enfileirou adversários: despachou o Mixto-MT, passou pelo Porto Velho e superou o América-RN. A consagração e a festa do acesso vieram diante do São José, na fase de quartas de final.

Do colapso da primeira SAF à dívida milionária

O caminho até essa festa, no entanto, foi doloroso. Em 2022, a diretoria tentou salvar a instituição transformando o futebol em empresa. A empreitada durou pouco: desacordos contratuais e falta de caixa melaram a parceria, levando à extinção do projeto no ano seguinte.

De volta ao formato tradicional de associação em 2023, o cenário era assustador. O clube estava atolado em um rombo de R$ 56 milhões, sem dinheiro para honrar contas triviais do dia a dia e com sua sede completamente abandonada.

Gama conquista acesso à serie C
Gama conquista acesso à serie C
Gama conquista acesso à serie C
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Gama conquista acesso à serie C

O plano de resgate e a redução dos débitos

A salvação começou quando um novo grupo financeiro decidiu apostar na reconstrução do time. A estratégia adotada foi diferente: a abertura oficial da nova SAF só sairá do papel após a aprovação da Recuperação Judicial na Justiça. Enquanto isso, os investidores gerenciam a bola rolando por meio de um contrato de terceirização, bancando a folha salarial e o futebol profissional.

O choque de gestão surtiu efeito rápido. A dívida acumulada despencou de R$ 56 milhões para cerca de R$ 27 milhões. Paralelamente, o Centro de Treinamento passou por uma grande reformulação, ganhando novos campos, refeitório, academia moderna, departamento médico estruturado e melhorias na rouparia. A base também renasceu com o projeto DNA Gamense, custeado via Lei de Incentivo ao Esporte.

Sonho do título nacional

Livre do peso da Quarta Divisão, o Gama agora quer fechar o ano com taça. A equipe disputa uma vaga na grande final da Série D contra o ASA-AL. Quem avançar desse confronto decide o troféu contra o vencedor do duelo entre Uberlândia e ABC.

Classificação Indicativa: Livre


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