Esporte
Publicado em 21/06/2026, às 05h00 Tânia Rego/Agência Brasil Gabriel Santana
A Copa do Mundo é o maior palco de consagração do futebol, aquele em que os holofotes estão acesos o os olhos do planeta terra estão direcionados. Afinal, apenas uma seleção sai com a taça.
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Algumas seleções, mesmo com derrotas dolorosas, tornaram-se eternas na história do futebol mundial. Muitas vezes, times repletos de craques, estilo de jogo bonito, favoritas deram adeus ao tão sonhado título antes do esperado. Nem sempre a sorte ou o destino foram capazes de dar uma Copa para seleções que eram 'verdadeiros colírios para os olhos'.
Isso por que não é apenas a beleza no estilo de jogo que faz uma equipe vencer uma Copa. Às vezes, é até o contrário. Mesmo assim, é importante voltar um pouco na história do torneio para rememorar algumas seleções clássicas e icônicas.
Da revolução tática húngara nos anos 50 à frieza cirúrgica belga em 2018, o Bnews relembra cinco times que marcaram época, encantaram torcedores mundiais e, mesmo com o desempenho histórico, fizeram as malas e voltaram aos seus países com mãos vazias.
Capitaneada por um dos maiores ídolos da história do Real Madrid, o atacante Ferenc Puskás, a seleção da Hungria da Copa de 1954 ficou conhecida como “Mágicos Magiares”, e o seu estilo ofensivo naquela competição gera frutos de inspiração até hoje, inclusive pelo 4-2-4 de Ancelotti usado na Seleção Brasileira.
O único esquema tático da equipe era conhecido por “WM”. As duas letras, uma em cima da outra, representavam as posições dos jogadores, formavam uma linha imaginária para ligar os pontos, que eram as trocas de passes em direção ao gol realizadas pelos atletas durante os jogos.
O time, antes de chegar até aquele mundial, passou por um ciclo muito bom. De acordo com o ge, os então campeões olímpicos, os “Magiares Mágicos” estavam ganhando o mundo com seu futebol, principalmente após derrotarem a Inglaterra no Olímpico de Wembley, em plena Londres, capital inglesa, em 1953, se tornando a equipe pioneira a derrotar “o time dos três leões”.
O resultado fez com que a Hungria chegasse como uma potência e favorita a vencer a Copa de 54. Na primeira fase, Puskás e sua turma venceram a Coreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3. No mata-mata, derrubaram Brasil e Uruguai, chegando até a grande final com 32 jogos de invencibilidade contra a mesma Alemanha que foi goleada.
Só que o futebol é muito complicado: o time húngaro sofreu o revés por 3 a 2 e terminou com o vice-campeonato.
A Holanda de 74, capitaneada pelo lendário número 14, Johan Cruyff, ganhou o mundo do futebol e é lembrada até hoje pela vanguarda e influência no esporte contemporâneo, como para o técnico Pep Guardiola.
O ex-jogador e ídolo do Ajax e Barcelona era o principal atleta daquela equipe holandesa. O capitão era “a cabeça pensante” do carrossel holandês, que chegou até a final de 74 e terminou derrotada pelas donas da casa, Alemanha de Franz Beckenbauer.
Com o estilo conhecido como “futebol-total”, todos os jogadores holandeses circulavam pelo campo como um carrossel, sem posição fixa, o que confundia os adversários como uma grande engrenagem.
Além de toda a ofensividade, o time era muito característico pela habilidade e capacidade integral dos atletas de preencherem o campo com pressão ao que se chama, pelos técnicos e atletas atuais, de “portador da bola”.
Mesmo com todo o desempenho holandês ao eliminar a Seleção Brasileira, então campeã mundial, a ‘Laranja Mecânica’ terminou sem a taça, mas com um nome marcado na história do futebol.
E por falar em engrenagem, como não lembrar da famosa “Dinamáquina”? A seleção dinamarquesa fez história logo na sua estreia em Copas, no México em 1986, mesmo local em que acontece a edição atual, quando encantou o mundo, mesmo que o final tenha sido trágico.
Protagonizada pelo meia camisa 10, ex-Barcelona, Michael Laudrup, a equipe europeia chegou ao Mundial sem tantas expectativas, mas causou impacto logo na fase de grupos.
A equipe venceu a Escócia por 1 a 0, o Uruguai por 6 a 1 e a Alemanha por 2 a 0, se tornando uma grande surpresa logo na primeira fase. Mas o baque viria logo na primeira partida de mata-mata, contra a Espanha.
A Dinamarca viria a ser eliminada pelos espanhóis nas oitavas de final, após sofrer uma derrota de 5 a 1, com um baile do atacante Emilio Butragueño, que fez quatro gols naquele jogo.
Nas últimas duas edições, a Croácia vem mostrando que deseja muito colocar o seu nome no ponto mais alto do futebol de seleções.
Algoz do Brasil na última Copa do Mundo ao eliminar a Canarinho pelas quartas de final nas penalidades, quando encerrou a sua campanha em terceiro lugar, a equipe conta com o meia, capitão e camisa 10, Luka Modrić, como o seu melhor jogador da história.
A seleção europeia ganhou o mundo ao eliminar seleções gigantes do futebol nas edições passadas do torneio. As campeãs mundiais Brasil, Argentina, Inglaterra sabem muito bem o sabor amargo de serem eliminadas de uma Copa do Mundo para a atual geração croata.
O time europeu, “nascido em 1998”, já foi vice-campeão em 2018 e terceiro colocado em 2022. Junto com a França, é a única seleção a ter alcançado as semifinais nas últimas duas edições do mundial.
Em 2018, a “incrível geração belga” de Hazard, De Bruyne e Lukaku eliminou o Brasil, sonhou alto e caiu diante da França na semifinal. O terceiro lugar foi um prêmio amargo, quase como uma consolação. Mais tarde, o próprio Kevin De Bruyne resumiu o peso da oportunidade perdida:
"A Copa de 2018 foi a nossa maior chance. Sabíamos que era agora ou nunca. E perdemos".
A frase do camisa 7 poderia ser dita por Ferenc Puskás em 1954, por Johan Cruyff em 1974, por Michael Laudrup em 1986 ou Luka Modrić em 2018. A história das Copas pode até ser contada por vencedores, mas são esses times sem taça que, décadas depois, ainda nos fazem suspirar e pensar: o futebol bonito merecia mais.
O BNews terá uma cobertura exclusiva na Copa do Mundo. Com reportagem nos países-sede, as redes sociais e o site contam com material exclusivo para o maior torneio de futebol do planeta. O Arena Futebol World vai trazer curiosidades, boletins e informações com exclusividade, motrando os bastidores da busca pela sexta estrela do futebol brasileiro.
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