Esporte
Publicado em 26/09/2026, às 09h05 - Atualizado às 11h11 Divulgação Gustavo Leal
Bahia e Vitória estão entre os clubes brasileiros que podem sofrer um forte impacto financeiro com a proibição das bets no país. A medida anunciada pelo governo Lula nesta sexta-feira (25) deve afetar a maioria dos clubes da Série A. Dos 20 representantes da Série A, 14 têm contratos com empresas do ramo, que podem ser rompidos quando a proibição entrar em vigor.
A Medida Provisória (MP), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, dia 25, estabelece que as empresas terão de deixar o mercado. O prazo estabelecido para a retirada das plataformas e das campanhas é de 5 de outubro, às 23h59, colocando clubes, campeonatos e empresas de comunicação diante de uma mudança que parecia improvável há poucas semanas.
O impacto financeiro aparece nas camisas. De acordo com o relatório da consultoria Convocados, o mercado de apostas vai movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026. As bets ficaram no ano passado com R$ 37 bilhões de lucro, para um faturamento bruto de R$ 220 bi.
Desde 2022, a força das bets aumentou e o efeito chegou nas principais competições nacionais. A Betano conseguiu os naming rights do Brasileirão, Copa do Brasil e Supercopa, usando como slogan “Confia na patrocinadora oficial do futebol brasileiro”. Na Bahia, o caso mais conhecido do impacto das bets é o naming rights da Arena Fonte Nova, que desde o início de 2024 passou a se chamar Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
Com a iminente assinatura da MP, no dia 17 de setembro algumas das principais equipes do país divulgaram um manifesto defendendo a manutenção de um mercado regularizado e alterando para os efeitos econômicos de uma proibição. Os patrocínios de casas de aposta representam cerca de 10 a 20% das receitas anuais dos clubes da Série A.
Segundo levantamento do jornal "O Globo", esses são valores que os clubes da primeira divisão correm risco de perder.
Bahia e Vitória são mais dois clubes brasileiros que estampam em suas camisas patrocínios de casas de apostas. O Esquadrão é patrocinado pela "Viva Sorte", enquanto o Rubro-Negro tem como patrocinador máster, desde 2025, a "7K BET". Com a proibição, o Bahia poderá deixar de arrecadar cerca de R$ 40 milhões por temporada, e o Vitória corre o risco de perder os 60 milhões que seu patrocinador máster pagaria até dezembro de 2027 (20 milhões por temporada).
A proibição das bets chegou em um momento complicado, pois as equipes da elite do futebol brasileiro acumulam R$ 14,3 bilhões em endividamentos em 2025. O governo elaborou um plano para criar uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para reorganizar as dívidas diante do risco de perda dessa fonte e de receita. A proposta tem participação do BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Bahia decide final do Nordestão Sub-20 contra o Fortaleza neste sábado (26)
Convocada para Seleção Brasileira, goleira do Bahia relembra início da carreira como jogadora de linha no Vitória