Esporte
Publicado em 21/04/2023, às 09h28 Pedro Souza / Atlético Cadastrado por Pedro Moraes
Dois clubes da elite do Campeonato Brasileiro anunciaram, nesta quinta-feira (20), dois novos técnicos para o restante da atual temporada. Além do técnico Dorival Júnior, que assumiu o comando do São Paulo, quem também está de emprego novo é Cuca. Aos 59 anos, o treinador paranaense trabalhará no Corinthians.
Por outro lado, após o anúncio oficial do Timão nesta quinta, uma parte da torcida se opôs à contratação. Duas das principais torcidas organizadas do time paulista, a Camisa 12 e a Pavilhão 9, rejeitaram o acordo da diretoria.
No caso da Camisa 12, a contratação de Cuca corresponde a "uma das maiores vergonhas", como mencionado por meio de um comunicado postado nas redes sociais. Do mesmo modo, a organização também menciona que a história do clube deve recusar a chegada do treinador, sobretudo pela condenadação por estupro de uma jovem de 13 anos em 1987.
"O Corinthians foi fundado para ser o clube dos excluídos, dos pobres, que abraçou muita gente. O que está em jogo é a reputação de um dos maiores movimentos sociais desse País", cita parte da nota.
Do mesmo modo, a Pavilhão 9 também citou o caso de estupro cujo qual o técnico acabou condenado, afirmando que "Cuca não", e definindo a contratação como "escândalo de Berna".
Relembre o caso
O ano era 1987 quando o técnico Cuca e outros três jogadores do Grêmio, Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, foram acusados de estuprarem Sandra Pfäffli. A vítima tinha 13 anos na época, e o caso ocorreu na Suíça.
Por causa da acusação, todos os quatro ficaram na cadeira por um período de cerca de 30 dias e voltaram ao Brasil após prestarem depoimentos. Neste sentido, Cuca, que tinha 24 anos no período, foi condenado dois anos depois a cumprir 15 meses de prisão, assim como a pagar US$ 8 mil. Em contrapartida à condenação, ele nunca foi preso.
Até hoje, Cuca nega que tenha cometido qualquer tipo de violência. Do mesmo modo, até hoje também a lei de proteção de dados do país proíbe qualquer acesso da população aos detalhes do caso, ainda desconhecidos de forma pública.
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