Esporte
Publicado em 26/08/2026, às 13h53 - Atualizado às 14h48 Marcos Ribolli | PontePress Alex Torres
A Ponte Preta atravessa um dos momentos mais conturbados da sua história. Em meio a uma forte crise financeira, o elenco da equipe de Campinas anunciou a paralisação das atividades, nesta quarta-feira (26), por causa dos atrasos salariais.
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Por meio de nota compartilhada nas redes sociais, os jogadores classificaram a situação no clube como "sentimento de abandono" e afirmaram que manterão a greve até que a diretoria regularize as pendências.
"Como é de conhecimento público e geral, da imprensa e torcedores, a maioria de nós atletas não recebemos os últimos meses de salários e direito de imagem, que em alguns casos chegam a 6 meses sem o devido pagamento. Há ainda uma nuvem de incertezas que pairam sobre nós, eis que a atual diretoria abandonou o dia a dia do clube e, além dos atrasos salariais, estamos sem qualquer satisfação ou garantia", diz trecho do comunicado.
Como a paralisação vale também para as partidas, existe a possibilidade de W.O no próximo domingo (30), quando a Macaca visita o penúltimo colocado América-MG, em Belo Horizonte, pela 25ª rodada da Série B do Brasileirão.
Para evitar um possível W.O, a diretoria do clube campineiro avalia utilizar jogadores das categorias de base. A Ponte Preta não vence uma partida há mais de quatro meses, com 15 derrotas e três empates nas últimas 18 partidas. A equipe ocupa a lanterna da Série B, com apenas 10 pontos conquistados.
Elenco da Ponte Preta chegou no CT para reapresentação, não se trocaram e iniciaram uma greve. Devido aos atrasos salariais, atletas se uniram e estão respaldados juridicamente. Nota dos jogadores abaixo. pic.twitter.com/U1YJJwweXB
— Brenno Beretta (@BrennoBeretta) August 26, 2026
O prazo final para a diretoria quitar os débitos foi nesta terça-feira (25), um dia depois da Assembleia para a votação da SAF ser adiada por conta de duas liminares na Justiça do grupo da oposição. Com uma proposta de R$ 1 bilhão na mesa, a causa não pôde ser analisada e a sessão sequer chegou a ser oficialmente aberta.
A diretoria da Ponte Preta afirma ter em mãos uma proposta de investimento de R$ 1 bilhão, sendo R$ 400 milhões destinados à modernização do Estádio Moisés Lucarelli e do Centro de Treinamento, R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas e outros R$ 300 milhões para investimentos no futebol ao longo de dez anos.
Uma das liminares determinou esclarescimentos sobre qual seria o verdadeiro objeto de votação — mudança para SAF ou uma separação do departamento de futebol das demais atividades da associação. A outra estabeleceu exigências, como a presença de um tabelião para registrar os acontecimentos em ata, a verificação da regularidade dos associados presentes e a gravação integral da reunião.
Por conta do adiamento, a Macaca terá que publicar um novo edital para marcar uma nova reunião. Entre a convocação e a realização da assembleia, o estatuto determina um intervalo mínimo de 15 dias. Ainda não há uma nova data definida para que os associados voltem a discutir a proposta.