Esporte

Clubes brasileiros aprovam novas regras para o futebol nacional; saiba detalhes

Os clubes da Série A e B aprovaram as novas regras para combater o antijogo e a cera em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (10)  |  Lucas Figueiredo / CBF

Publicado em 10/08/2026, às 19h48   Lucas Figueiredo / CBF   Leonardo Oliveira

Os clubes da Série A e B aprovaram as novas regras para combater o antijogo e a cera em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro. Com o objetivo de aumentar o tempo de bola rolando, as novas medidas já vão estrear na próxima rodada das duas divisões do futebol nacional. Entre as novas regras, está a Lei Vini Jr. que foi testada na última Copa do Mundo e pune com cartão vermelho o jogador que cobrir a boca em discussões dentro de campo.

Outra grande novidade, que não foi adotada no mundial, inclui a retirada de um jogador de linha por um minuto em atendimento médico solicitado pelos goleiros. Nesse caso, o treinador precisa indicar em 10 segundos qual jogador deve sair ou o capitão deixa o campo assim que o departamento médico entrar para o atendimento. Se o goleiro for o capitão, sai um jogador previamente sorteado. A decisão busca coibir a cera por suposta lesão no goleiro e atrasar a volta da partida.

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A CBF revelou um estudo que compara o tempo de bola rolando nas principais ligas do mundo e no Brasil, nas Séries A e B. Com 52min54s, o Brasileirão da Série A só fica à frente da Argentina na comparação com outros países. 

“Esta é mais uma reunião que, como é prática desta gestão, se baseia no diálogo e acontece de forma democrática. Hoje daremos o pontapé inicial nesta série de cinco reuniões para falar de um novo regulamento, discutindo a implementação das regras que já foram utilizadas na Copa do Mundo. Faz parte da reestruturação do futebol brasileiro. Esta é uma missão de todos: da CBF, dos clubes, das federações, cada um fazendo seu papel”, explicou o presidente da CBF, Samir Xaud.  

Lucas Figueiredo / CBF
Divulgação/ Corinthians
Reprodução / Instagram / @samir.xaud

A meta é chegar a 57 minutos na soma da aplicação do conjunto de novas regras, que também depende da conduta da arbitragem e dos jogadores, como a diminuição do número de faltas, do tempo para cobrar as faltas, do tempo perdido em atendimento médico e do tempo de uso do VAR. Confira as novas regras definidas:

Oito segundos com a bola nas mãos: Goleiro que exceder o limite será marcado escanteio para o adversário. 

Cinco segundos para arremesso lateral: Contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos. Caso ultrapasse o tempo limite, será marcada a reversão.

Cinco segundos para cobrar tiro de meta: Árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário. 

Dez segundos para deixar o campo em substituições: Jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo rapidamente, sem fazer cera. 

Um minuto fora após atendimento: Jogador que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.

Após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto: Treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.

Somente o capitão fala com o árbitro: Um único interlocutor por equipe durante toda a partida.

Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr) - Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.

Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo: Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.

Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027): Revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.

Classificação Indicativa: Livre


TagsCBFCopa do mundoclubesArbitragemregrascartão vermelhoVARescanteiosubstituiçõesAntijogoLei vini jr.

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