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Corinthians acerta com a Caixa suspensão de pagamentos da dívida pela Neo Química Arena

O Corinthians entrou em acordo com a Caixa Econômica Federal para suspender por um ano os pagamentos da dívida pela Neo Química Arena  |  Reprodução / Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

Publicado em 17/10/2026, às 19h02   Reprodução / Rodrigo Coca / Ag. Corinthians   Leonardo Oliveira

O Corinthians entrou em acordo com a Caixa Econômica Federal para suspender por um ano os pagamentos da dívida pela Neo Química Arena. Nesse período, o banco público também não irá reter dinheiro da bilheteria dos jogos e parcela das premiações de campeonatos. 

O Corinthians entrou em acordo com a Caixa Econômica Federal para suspender por um ano os pagamentos da dívida pela Neo Química Arena. Nesse período, o banco público também não irá reter dinheiro da bilheteria dos jogos e parcela das premiações de campeonatos. 

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Durante a negociação para quitar a dívida de R$ 630 milhões em troca dos naming rights do estádio e de outros produtos comerciais, o presidente do clube, Osmar Stabile, acordou com o banco a suspensão do pagamento da dívida, que possibilita maior liberdade ao fluxo financeiro do clube.

Diferentes fontes de receitas parcialmente retidas pela Caixa estão inclusas. O contrato de renegociação da dívida, assinado em 2022 pelo ex-presidente Duílio Monteiro Alves, previa a retenção de 55% da bilheteria e 50% das premiações como garantias para o abatimento do débito.

Com a liberação, a diretoria corintiana acredita que só a bilheteria, uma das principais fontes de receita em razão da constante lotação em jogos na Arena, já possibilita dar fôlego financeiro em um momento de crise profunda no clube.

Atraso de salários

A atual gestão atrasou salários e outros pagamentos desde o mês de maio. A diretoria deve premiações da Conmebol Libertadores e do Brasileirão além de dois meses de direitos de imagem ao elenco masculino.

Uma série de reuniões foram realizadas pelo Corinthians e Caixa. A última aconteceu na sexta-feira (16), em Brasília, com a presença de líderes da torcida organizada Gaviões da Fiel, que buscaram debater a dívida do clube pela construção do estádio em Itaquera. Após o encontro, o clube e o banco divulgaram uma nota conjunta, na primeira vez que o banco admitiu publicamente a existência da negociação.

“A Caixa e o Sport Club Corinthians Paulista informam que avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação entre as partes”, diz a nota.

“Durante a reunião, o banco e clube formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade. As tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência”, complementa.

O Corinthians já tinha suspendido o pagamento das parcelas da dívida e recebido de volta do banco R$ 13,5 milhões dos R$ 27 milhões depositados em uma conta reserva. A diretoria utilizou o dinheiro para pagar salários atrasados do elenco masculino. Vale lembrar que o andamento da negociação ainda não significa a quitação da dívida pelo estádio, nem o acerto sobre naming rights e outros produtos comerciais.

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No entanto, a diretoria do Corinthians entende que os últimos acenos, como a suspensão do pagamento e a devolução de parte do dinheiro, reflete uma disposição da Caixa em caminhar para um desfecho positivo, ainda sem data para que isso ocorra.

Divulgação / Corinthians
Divulgação / Ag. Corinthians
Reprodução / Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

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