Esporte
Publicado em 25/09/2026, às 05h40 Divulgação/CBF Gabriel Santana
A Seleção Brasileira tem muitas partidas memoráveis dentro de estádios no país, mas alguns palcos que fazem parte da história da equipe Canarinho caíram no esquecimento por fatores que vão desde o abandono até a falta de jogos.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no Youtube!
Desde que o Brasil jogou a sua primeira partida oficial, em 1914, a Seleção da Amarelinha passou por vários estádios no país, e alguns não estão mais disponíveis para a disputa de eventos esportivos como foi antigamente.
A Canarinho passou por 21 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Sob compromissos que vão desde amistosos até a Copa do Mundo, alguns estádios receberam mais jogos, e outros permanecem em hiato. De acordo com o ge, sete deles nunca mais voltaram ao estrelismo de ter a maior seleção da história desfilando nos seus gramados. Confira.
Sediado na capital pernambucana, Recife (PE), o Estádio do Arruda fez 10 partidas ao longo de 34 anos. A primeira foi em 1993, o Brasil goleou a Bolívia por 6 a 0, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, onde foi registrado o maior público da história do local: 96.990 pessoas presentes.
No ano seguinte, o estádio foi onde o ex-craque Ronaldo Fenômeno estreou com a camisa Amarelinha. O último jogo da Seleção Brasileira foi quando Neymar Jr. marcou fez o seu primeiro jogo com três gols, na goleada por 8 a 0 sobre a China.
Mesmo sendo o segundo maior estádio privado do Brasil, o Arruda não tem jogos oficiais desde julho de 2025 e aguarda que, com a futura SAF do Santa Cruz, uma reforma seja realizada.
O estádio, localizado em Niterói (RJ), foi a casa do Botafogo entre 1980 e 2000, e sediou uma partida da Seleção em 1978. No amistoso preparatório para a Copa do Mundo da Argentina, a Canarinho goleou a seleção do interior do Rio de Janeiro por 7 a 0. O local não recebe partidas oficiais desde 2004, pois o Botafogo passou a mandar suas partidas no Nilton Santos.
O governo cedeu uma área de 25 mil m² do estádio para a Prefeitura de Niterói, onde um reservatório e um parque serão construídos para diminuírem os alagamentos que acontecem nos arredores do local.
O maior estádio do Mato Grosso do Sul, com capacidade para 45 mil pessoas, o Morenão teve duas partidas da Seleção. A primeira aconteceu no empate com o Paraguai, em amistoso disputado em 1991, em 1 a 1, com o gol marcado pelo Craque Neto. A segunda e última foi em 2009, pelas eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul, em um empate sem gols contra a Venezuela.
O Morenão não recebe uma partida da Série A desde que o Corinthians goleou a Portuguesa por 4 a 0, em 2013. Abandonado, faz mais de quatro anos que o estádio não recebe um jogo oficial.
O governo estadual abriu uma licitação para que o local consiga ser reformado. A proposta é de uma obra que dure seis meses para conseguir sediar partidas a partir de 2027, sob um investimento de R$ 18 milhões, e que se tenha uma capacidade para 12 mil pessoas.
Um dos mais famosos da lista, a ex-casa do Grêmio ficou com 100% de aproveitamento durante os quatro jogos realizados. As três vitórias em amistosos contra Bulgária (3 a 0, em 1981), Paraguai (1 a 0, em 1987) e Iugoslávia (1 a 0, em 1994), além de mais um triunfo contra o Paraguai (2 a 0, em 2001), o último válido pelas eliminatórias da Copa de 2002.
O local teve a última partida realizada em 17 de janeiro de 2013, onde o Grêmio derrotou o Veranópolis, pelo campeonato gaúcho. O Imortal passou a mandar as suas partidas na Arena do Grêmio.
A demolição do Estádio Olímpico vive um impasse, pois o time gaúcho não tem conseguido entrar em um acordo com as empresas envolvidas na troca de propriedades, ação que estava prevista no projeto da construção da arena. Pela situação travada, a ex-casa gremista está completamente tomada pelo mato e abandonada.
O estádio localizado em Curitiba, a capital do Paraná (PR), sediou a última partida da Seleção Brasileira em 2003, quando a então campeã da Copa do Mundo enfrentou o Uruguai pelas Eliminatórias e empatou por 3 a 3, em 2003. Os gols foram marcados por Kaká e Ronaldo por duas vezes.
A antiga casa do Athletico PR teve a sua última partida realizada em 2007. Depois de ter sido fechado, o Pinheirão foi leiloado em 2012 e arrematado pelo empresário João Destro, dando início a um impasse sobre o processo de desapropriação.
Enquanto a gestão do estado sulista avaliou o local em R$ 65 milhões, o proprietário pede mais de R$ 350 milhões sobre o valor pago, e o caso se encontra em uma disputa judicial.
O estádio localizado em Goiânia (GO) é o mais utilizado da lista, com 14 jogos do Brasil, entre 1978 e 2014. Como jogos marcantes, o Serra Dourada foi onde a Seleção Brasileira venceu a Argentina por 2 a 1, no Superclássico das Américas, em 2012. A última vez que teve um jogo da Canarinho foi um amistoso em 2014, na goleada por 4 a 0 sobre o Panamá.
Com os principais times de Goiás preferindo utilizar seus estádios próprios, o imóvel pertencente ao governo estadual recebeu apenas sete jogos oficiais desde 2023 e se encontra fechado para reforma, com previsão de entrega para julho de 2028.
Sediado em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo (SP), o estádio do América-SP nunca teve as suas portas fechadas oficialmente, mas conviveu com anos de depredação e ficou muito tempo abandonado.
O local foi sede do amistoso da Seleção vencido por 8 a 2 sobre Gana, em março de 1996, e a última partida foi em março de 2026, quando o local foi sede da última Copinha. No laudo mais recente realizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), o estádio foi aprovado com restrições, mesmo com vários problemas, como potabilidade da água das torneiras.
A entidade diminuiu a capacidade do local para 16,2 mil torcedores, número menor do que a metade da capacidade máxima.
A Seleção Brasileira vai enfrentar a Austrália, na próxima sexta-feira (25), às 07:00 (de Brasília), em Brisbane, no país oceânico.
Craque do Penta e dono de SAF revela sofrer com problemas financeiros: “perdi 99% do que ganhei”
Vai virar reserva?! Titularidade de Vinicius Jr. no Real Madrid está ameaçada por reforço de peso