Esporte
Publicado em 27/09/2026, às 13h41 - Atualizado às 14h16 Lucas Uebel | Gremio FBPA Alex Torres
O Estádio Olímpico Monumental, localizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, enfrenta um forte entrave jurídico. O equipamento, que foi casa do Grêmio por quase 60 anos, amarga o abandono enquanto espera uma definição por parte do clube gaúcho e das empresas OAS 26 e Karagounis.
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De acordo com o GE, a indefinição tem relação sobre como e quando as companhias pretendem assumir a área do antigo estádio. O imbróglio pode fazer, inclusive, o Grêmio perder até mesmo a gestão da sua arena, construída por R$ 469 milhões e inaugurada em 2012, um ano antes do Olímpico ser desativado.
No acordo inicial previsto na construção do moderno equipamento, Grêmio e as empresas realizariam uma espécie de 'troca de chaves' envolvendo as propriedades. Dessa forma, OAS 26 e Karagounis assumiriam a propriedade do Olímpico, enquanto o Tricolor passaria a ter o controle jurídico da arena sem nenhum tipo de entrave.
Vale destacar que, apesar do novo equipamento ainda não pertencer juridicamente ao clube em termos de propriedade definitiva, o Grêmio já assumiu a gestão e a administração oficial do estádio desde o final de 2025, quando o empresário Marcelo Marques comprou parte da dívida junto com a agremiação gaúcha.
Ainda segundo a publicação, o Grêmio garante estar apto para fazer a troca de propriedades e a direção segue em tratativas com a OAS 26 e Karagounis, empresa vinculada à Caixa Econômica Federal. Um prazo de resposta para as empresas havia sido estabelecido até o fim de julho, mas não foi atendido por ambas.
Novos encontros entre as partes chegaram a acontecer desde então, mas sem avanços práticos. Agora, a 'troca de chaves' segue sendo um dos pontos centrais para definir o futuro do Olímpico, que desde a desativação, em 2013, segue abandonado e tomado pelo mato no bairro Azenha, aguardando a demolição.
A demora do processo teria relação, inicialmente, com as dívidas pela construção da Arena do Grêmio, que já foi quitado, e as obras de infraestrutura no entorno do estádio. A cúpula gremista garante não possuir obrigações financeiras para o último quesito e caberia a OAS 26 bancar a execução das intervenções.
Por fim, a troca de chaves precisa ocorrer até 2034, quando termina o direito de gestão comprado por Marcelo Marques e doado ao Grêmio. Caso a permuta não seja feita realizada, OAS 26 e Karagounis seguem como proprietárias do estádio como imóvel e passam a ter a administração do local.