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E se tivesse dado certo? Relembre as histórias dos maiores 'quase' de Bahia e Vitória

Muitas histórias de 'quase' já nortearam o futebol, e com Bahia e Vitória não seria diferente  |  Criado por IA

Publicado em 14/09/2026, às 06h00   Criado por IA   Alex Torres

No mundo do futebol, muitos episódios de "e se..." terminam tomando conta do cenário esportivo. Desde negociações que fracassaram até títulos que escaparam, são episódios que ficam no imaginário do torcedor. A situação, obviamente, não seria diferente para as duas maiores equipes do futebol baiano, Bahia e Vitória, que já passaram por poucas e boas desse famoso "quase" que assombra o futebol.

A rivalidade que toma conta da dupla Ba-Vi, inclusive, já proporcionou diversas situações um tanto curiosas. Nestes casos, os imbróglios mais curiosos envolvem as negociações de jogadores, mas também existem os 'quase' títulos. Abaixo, a equipe de reportagem do Bnews listou algumas das situações mais curiosas que envolveram Bahia, Vitória e todos os "se..." que o futebol brasileiro pode proporcionar. Confira:

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A MAIOR BASE DO NORDESTE

Considerada uma das principais divisões de base do futebol brasileiro, o Vitória possui um importante personagem para creditar este posto: Newton Mota. No entanto, essa marca poderia ter sido do Esquadrão. Profissional do Bahia na década de 1980, o dirigente foi responsável por nomes como Zé Carlos e Charles, que se tornaram referência no título nacional do Tricolor em 1988.

No entanto, um movimento ousado mudou a rota das coisas no futebol baiano. Em 1991, o então presidente do Vitória, Paulo Carneiro, contratou Newton Mota e, junto com ele, uma série de jovens talentos deixou o Esquadrão e rumou para o Leão da Barra. O cartola rubro-negro fala em 57 atletas que teriam mudado de lado "do dia para a noite", em um movimento que revolucionou a base rubro-negra.

Os frutos foram colhidos anos depois, com o Vitória tendo forte hegemonia no futebol baiano. Entre 1992 e 2010, o Leão foi campeão estadual 12 vezes, além de ter tido três títulos da Copa do Nordeste. Em nível nacional, o Rubro-Negro foi vice-campeão da Série A, em 1993, e da Copa do Brasil, em 2010, além de uma semifinal do mesmo torneio nacional, em 2004.

QUANDO O BRASILEIRÃO BATEU NA TRAVE

No âmbito de títulos, o Vitória consegue um feito inédito no futebol brasileiro, sendo vice-campeão nas Séries A, B, C e Copa do Brasil. Na primeira divisão, o feito do Leão da Barra foi heróico. Com um time composto por muitos jogadores da base, a equipe treinada por Fito Neves desbancou Santos, Corinthians e Flamengo e chegou à final contra o Palmeiras, que era patrocinado pela poderosa Parmalat.

Mesmo com jogadores que depois explodiriam no cenário brasileiro e mundial, como Dida, Rodrigo Chagas, Vampeta, Paulo Isidoro e Alex Alves, o Rubro-Negro não foi páreo para o Alviverde, que era praticamente uma base da Seleção Brasileira da época, com Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Edmundo, Zinho, Evair e outros craques. Ao final, o Leão foi derrotado pelo Porco nos dois jogos da final.

Time do Vitória que chegou na final do Brasileirão de 1993 - Foto: Arquivo

O Bahia também foi vice-campeão nacional. Apesar do pioneiro título em 1959, diante do Santos de Pelé, o Esquadrão de Aço se bateu com o time do Rei do Futebol em outras duas finais de Campeonato Brasileiro, em 1961 e 1963, sendo derrotado em ambas. Na primeira, o Tricolor até conseguiu segurar o empate em 1 a 1 na Fonte Nova, mas foi goleado na volta por 5 a 1, com direito a três gols de Pelé e dois de Coutinho.

Já em 1963, não houve competitividade na disputa. Sem tomar conhecimento do Tricolor, o Santos tratou de garantir logo uma goleada no jogo de ida, no Pacaembu, pelo placar de 6 a 0. Pelé e Pepe marcaram duas vezes cada, enquanto Coutinho e Mengálvio fecharam o placar. Na volta, em Salvador, mais um show do Rei do Futebol, que marcou duas vezes e sacramentou o 2 a 0.

ENTRE A FINAL E A 'MALDIÇÃO'

Quando se trata de Copa do Brasil, o vice-campeonato do Vitória aconteceu na temporada 2010. Na ocasião, a equipe treinada pelo 'eterno interino' Ricardo Silva chegou à final após eliminar Corinthians-AL, Náutico, Goiás, Vasco e Atlético-GO. No entanto, novamente o Peixe tratou de 'engasgar' um time baiano na grande decisão.

Com Neymar, Ganso, Robinho e companhia, o Santos garantiu um placar de 2 a 0 na Vila Belmiro e foi com a vantagem para Salvador. O Leão da Barra até conseguiu fazer jogo duro e ainda venceu de virada dentro do Barradão, por 2 a 1, mas não foi o suficiente para conseguir o tão sonhado título nacional.

Do lado tricolor, a final no torneio nunca aconteceu, mas o clube amarga um incômodo jejum quase que inexplicável: nunca ter passado das quartas de final. O Bahia chegou à respectiva fase em incríveis 10 oportunidades (1989, 1990, 1999, 2002, 2012, 2018, 2019, 2023, 2024 e 2025), tendo sido eliminado em todas elas.

Bahia bateu na trave 10 vezes nas quartas de finais da Copa do Brasil - Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia

'CHEGOU, MAS JÁ SAIU'

No campo das negociações, Bahia e Vitória já tiveram situações quase que folclóricas para seus torcedores. Para o Esquadrão de Aço, por exemplo, não tem como esquecer da situação do meia Leandro Romagnoli. Anunciado como reforço do clube em 2014, o argentino do San Lorenzo teve recepção calorosa no aeroporto de Salvador e até fotos com a camisa tricolor.

Apesar da festa, o atleta deixou o clube dias depois sem nem estrear. Informações divulgadas na época apontavam que o argentino teria se arrependido do acerto com o Bahia e desejava permanecer no San Lorenzo. Para isso, o meia teve que devolver cerca de 50 mil dólares que havia recebido do Esquadrão e o clube argentino ainda ajudou a pagar uma quantia de 250 mil dólares para desfazer o vínculo.

No caso do Vitória, uma situação muito parecida aconteceu em 2022. Na ocasião, o Rubro-Negro disputava a Série C do Campeonato Brasileiro e acertou com o zagueiro colombiano Hector Urrego. O atleta desembarcou na Toca do Leão, treinou e até chegou a conceder entrevista coletiva, mas também foi embora sem nem jogar.

O pedido para deixar a equipe partiu do próprio jogador. Em entrevista, o presidente Fábio Mota, que já estava no clube na época, justificou que a rescisão havia ocorrido após Urrego afirmar que "a cabeça dele estava na Colômbia" e que ele "precisava resolver uma questão séria de família". Dois anos depois, o defensor chegou a finalmente jogar no Brasil, mas pelo União Atlético, do Tocantins.

Romagnoli (à esq) e Urrego (dir) desembarcaram em Salvador, mas não jogaram - Foto: Arquivo Bnews e Pietro Carpi | EC Vitória

O JOGADOR QUE PERDEU O VOO

Outro episódio curioso envolvendo contratações aconteceu na temporada 2024. Em busca de nomes para o setor ofensivo, o Vitória olhou para a equipe do San Lorenzo, da Argentina. A primeira investida foi no meia-atacante Cristian Ferreira, que ficou muito próximo do Leão, mas o negócio travou após imbróglio entre o empresário do jogador e o River Plate, que era detentor do passe do atleta.

Como alternativa, o Rubro-Negro encaminhou acerto com Nahuel Barrios, que também jogava no San Lorenzo. A ideia era de que o atleta chegasse ao Vitória por empréstimo com opção de compra, mas um 'pequeno' problema atrapalhou o processo. Barrios teria perdido o voo de embarque para Salvador, situação que desagradou o Leão da Barra, que recuou no acerto.

Cristian Ferreira (à esq) e Nahuel Barrios (dir) eram desejos do Vitória em 2024 - Foto: Divulgação | San Lorenzo

VOLANTE DA SELEÇÃO NO BAHIA?

Um dos principais volantes brasileiros da atualidade, que disputou a última Copa do Mundo, Éderson quase defendeu as cores do Bahia. Formado na base do Desportivo Brasil, o atleta foi contratado pelo Cruzeiro em 2018. No entanto, o rebaixamento da Raposa em 2019, além do caos político e financeiro que se instaurou no clube, fizeram o jogador solicitar rescisão contratual devido aos salários atrasados.

Com a situação instável, o Bahia mandou um "oi, tudo bem?" para a jovem promessa. Na ocasião, o Esquadrão chegou a enviar dirigentes para Belo Horizonte com o intuito de negociar um empréstimo ou até mesmo uma troca envolvendo o meia Régis. Na Justiça, a própria defesa de Éderson apresentou uma carta de intenção da equipe baiana em contratar o atleta, mas o imbróglio jurídico impediu o acerto.

Pouco depois, Éderson terminou indo para o Corinthians e também Fortaleza, sendo posteriormente negociado com o futebol italiano. Desde 2022, o volante defende as cores da Atalanta, onde se tornou um dos principais pilares da equipe, ajudando na conquista da inédita Liga Europa. Aos 27 anos, o jogador foi chamado por Carlo Ancelotti para disputar a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

O 'CASO GUILHERME REND'

Na temporada de 2020, o Vitória vivia um dos momentos mais complicados de sua história. Rebaixado para a Série B em 2018, o clube agonizava lutando ano após ano para se manter na segunda divisão nacional. Apesar do péssimo rendimento do time, uma grata surpresa daquele elenco respondia pelo nome de "Guilherme Rend", jovem volante de apenas 22 anos.

O jogador havia chegado em 2019 para o time de aspirantes do Vitória, após empréstimo do Jacuipense, sendo promovido ao profissional em 2020. Logo de cara, se tornou titular absoluto do time e foi o jogador que mais atuou no ano, com 42 jogos, além de dois gols e quatro assistências. As boas atuações chamaram a atenção do Bahia, que ainda não era SAF, mas vivia bom momento na Série A do Brasileirão.

A proposta foi apresentada em março de 2021 e a Jacupa notificou o Leão da Barra, que tinha a opção de compra. Para permanecer com o jogador, o presidente Paulo Carneiro fez uma contranotificação ao Leão do Sisal e prorrogou o prazo da negociação. Neste intervalo, o Vitória escalou o jogador na Copa do Nordeste e impediu Rend de defender o Bahia na competição regional. Por coincidência, dias depois, o volante sofreu uma grave lesão e a negociação acabou 'melando'.

Guilherme Rend deixou o Vitória ao final daquele mesmo ano, após o término do empréstimo junto ao Jacuipense. Apesar de ter se recuperado da lesão, o volante nunca mais conseguiu repetir o mesmo sucesso que teve com a camisa do Leão da Barra. Depois, ele ainda defendeu Chapecoense, Tombense, CSA, Água Santa e Itabuna, tendo jogado oficialmente pela última vez em 2025.

Guilherme Rend (foto) foi destaque do time do Vitória em 2020 - Foto: Letícia Martins | EC Vitória

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