Esporte
Publicado em 06/07/2026, às 18h47 - Atualizado às 18h54 Reprodução/Redes Sociais Daniel Serrano
O pentacampeão mundial Edilson Capetinha fez duras críticas à Seleção Brasileira, ao técnico Carlo Ancelotti e à administração da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) depois da eliminação da Copa do Mundo para a Noruega.
Em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, nesta segunda-feira (6), o ex-jogador classificou a campanha brasileira como uma “decepção”. Edilson também não economizou nas críticas ao trabalho de Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. Para o ex-jogador, o técnico italiano não passava pelo melhor momento da carreira quando equipe brasileira.
“O Ancelotti hoje é um treinador fraco, que já estava na descendência no futebol mundial. Já não tinha muito para onde ir depois que saísse do Real Madrid. Encontrou uma oportunidade de vir para a seleção brasileira, ganhando um dinheiro incrível, que para a realidade do futebol brasileiro é uma coisa astronômica”, afirmou.
Edilson também criticou o desempenho coletivo da equipe e disse que o Brasil atualmente possui bons jogadores, mas carece de atletas capazes de decidir partidas em alto nível, como ocorreu em outras gerações.
“O Brasil é uma seleção fraca, uma seleção que não tem defesa, não tem meio-campo e não tem ataque. Tem bons jogadores, mas bons jogadores têm em todas as seleções. A gente não está acostumado com bons jogadores, nós estamos acostumados com jogadores excelentes, com craques, que fazem a diferença”, declarou.
“O problema é que nós temos, além de ter um treinador fraco, uma seleção frouxa, jogadores frouxos, sem personalidade, e na hora de ir para o jogo fica todo mundo pipocando”, acrescentou.
Ainda durante a entrevista, Edilson criticou a decisão de Ancelotti pela convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026. Para o ex-jogador, o treinador perdeu credibilidade dentro do grupo ao mudar seu posicionamento sobre jogadores lesionados.
"Ele afirmou que não levaria jogador machucado. Não estou dizendo que não era para o Neymar não ter ido, mas ele mudar o discurso e levar um jogador machucado é porque ele não tem palavra", disse o ex-atacante.
Edilson ainda ficou na bronca com a CBF. Ele disse que teve dificuldades para conseguir ingressos para acompanhar partidas da Seleção durante o Mundial, mesmo sendo campeão do mundo em 2002.
“Estou em Miami e tive uma dificuldade enorme para conseguir um ingresso, eu, sendo pentacampeão mundial. É uma humilhação desgraçada. Você tem que ficar pedindo, implorando à CBF para conseguir um ingresso para ir aos jogos”, desabafou.
O ex-atacante afirmou que ex-jogadores poderiam contribuir com experiência e apoio aos atletas atuais, especialmente em momentos de pressão.
“A gente precisa estar ao lado deles para passar força, dando uma palavra de conforto, passando a experiência. Aí fica em uma panelinha da zorra, que só aqueles mesmos jogadores de sempre. Está tudo errado na CBF”, declarou.
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