Com a proibição das bets feita por uma Medida Provisória (MP) aprovada pelo Governo Lula, um dos gigantes da Série A acertou a suspensão do seu contrato com uma casa de apostas nesta terça-feira (29) e já tomou uma atitude para estampar o uniforme no próximo jogo do Brasileirão.
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O Santos colocou de lado o contrato com a Novibet, mas ainda trata o caso com cuidado, pois não gostaria de perder o seu principal patrocínio. De acordo com o ge, o time santista decidiu suspender, tentado uma resolução imediata, enquanto a questão sobre a MP não chega no Congresso Nacional.
A MP das bets diz respeito à proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e dos cassinos online no país. Mesmo com a publicidade das bets ser vetada a partir apenas do próximo dia 6 de outubro, o Santos se antecipou e não vai estampar a marca no clássico contra o São Paulo, na próxima sexta (2).
O contrato do Santos com a Novibet foi assinado no meio do último fevereiro, válido por três temporadas, com um valor fixo de R$ 35 milhões, além de valores em variáveis. Uma empresa de Malta antecipou parte do contrato e, portanto, será necessário que um rearranjo financeiro seja realizado no futuro.
Por conta da situação e com a proibição das bets, o Santos não vai poder entregar nenhuma das suas contrapartidas que estavam previstas em contrato e, por isso, busca novas parcerias para ganhar receitas.
Próximos passos
O foco inicial do Peixe é encontrar acordos pontuais para suprir a receita que não vai ser inclusa pela Novibet.
Além disso, partes do uniforme do time paulista estão entregues para a empresa da família de Neymar Jr., que vem estampando as suas próprias marcas na vestimenta do time em campo: como a Marca Pelé e o Instituto Projeto Neymar Jr. A prática é realizada em troca do pagamento de um transfer ban, punição que evita contratações e registro de jogadores, recebida da Fifa.
A partir da próxima terça-feira (6), os sites e aplicativos de apostas vão sair do ar. O governo alerta que, até a próxima segunda (5), as empresas vão precisar retirar todas as peças e ações de publicidade, físicas ou digitais, bem como as marcas que são contratos de patrocínio.