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Publicado em 13/04/2025, às 08h55 Reprodução Thiago Teixeira
O São Paulo foi acionado na Justiça pelo Ministério Público (MP-SP), em março, devido a uma dívida que pode chegar a R$ 117 milhões, pelo que considera uso indevido do terreno do Centro de Treinamento (CT) da Barra Funda. Além disso, o órgão ainda pede que a Prefeitura reveja o acordo com o clube, estabelecendo novas obrigações e retomando a área em caso de descumprimento
De acordo com o Uol, o CT do São Paulo fica em um terreno da Prefeitura, cedido ao clube nos anos 1980, em troca de contrapartidas. O acordo original terminou em 2023, mas foi renovado por tempo indeterminado. Na ação, o Ministério Público paulista afirma à Justiça que o São Paulo descumpriu duas contrapartidas:
Devido a isso, o órgão exige à Justiça que o São Paulo pague um aluguel retroativo de R$ 3 milhões mensais pelo período em que usou o terreno sem ter entregue as creches. Aplicado até fevereiro de 2022, o valor chegaria a R$ 117 milhões. O MP também pede indenizações para o que chama de "dano social" causado pelo uso do terreno, a serem arbitradas pela Justiça.
Ainda de acordo com o Uol, além da ação movida pelo MP, também existe um processo administrativo interno da Prefeitura de São Paulo — que trata da cessão do CT da Barra Funda. Nele, documentos mostram que o São Paulo está pronto para iniciar as obras desde 2023, mas que, apesar disso, as intervenções não foram iniciadas.
O acordo pela construção das creches previa que o clube seria responsável pelas obras, mas que elas aconteceriam em terrenos indicados e cedidos pela Prefeitura. Só que, até hoje, a administração municipal não disponibilizou as áreas.
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