Esporte
Publicado em 05/11/2026, às 13h19 Foto: Divulgação/Portugal Gustavo Leal
Jorge Jesus, manifestou-se a respeito da decisão de Cristiano Ronaldo de se aposentar da equipe nacional. Em entrevista ao Canal 11, de Portugal, o comandante comentou o principal assunto dos noticiários esportivos desta quinta-feira. O treinador e o craque tiveram desavenças na última Data Fifa, episódios cruciais para o camisa 7 optar por encerrar sua trajetória de 23 anos com a camisa das Quinas.
“O Cris é a referência mundial, uma referência de Portugal, uma referência da seleção. É um jogador que, ao longo destes anos, deu muito à seleção. É um símbolo para a juventude portuguesa. E a maior parte dos fãs dele são são jovens. E, portanto, ele vai ser sempre uma referência da nossa seleção, do nosso povo, da nossa história da seleção. Inclusive, eu mandei colocar uma grande imagem dele no auditório para estar lá presente a referência dele”, disse Jorge Jesus.
“Nós já tivemos a oportunidade de falar antes da primeira convocatória sobre isto. Eu pedi a ele para continuar comigo porque precisava que ele estivesse ao pé de mim, mas também tenho que aceitar a decisão dele. Ele vai sempre estar no coração dos portugueses, na seleção, e e não há volta a dar porque ele será sempre uma referência do futebol português”, concluiu.
As desavenças começaram no final de setembro, quando CR7 aqueceu por cerca de meia hora e não foi acionado por Jorge Jesus na vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Noruega, em partida válida pelo Grupo D da Nations League. A situação agravou-se após o treinador afirmar, na entrevista coletiva antes do jogo contra a Dinamarca, que não abriria mão de suas convicções e que nenhum jogador mudaria suas ideias.
“Posso prometer o que eu quiser. Sou treinador. Sou o treinador, disse ao jogador não era para jogar. Vou levá-lo para o banco. Se precisar de você por 30 minutos, vai jogar, se não, não vai jogar. Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero”, afirmou o comandante.
Após a declaração, Cristiano Ronaldo deixou a concentração da seleção em Copenhague e não retornou. O episódio levou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a punir o atacante com 30 dias de suspensão e multa de 255 euros (cerca de R$ 1.450). Embora a pena terminasse antes dos próximos compromissos de Portugal na Nations League, o craque optou por encerrar sua trajetória na equipe nacional após disputar 234 partidas e marcar 146 gols.
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