Esporte

Justiça acata pedido e retira controle da SAF de grande clube brasileiro; saiba qual

Josh Wander é sócio-fundador da 777 Partners, empresa que comprou 70% da SAF do Vasco  |  Daniel Ramalho / CRVG

Publicado em 16/05/2024, às 06h46   Daniel Ramalho / CRVG   Marcelo Ramos

Em decisão divulgada na noite da quarta-feira (15), a 4ª Vara Empresaria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido do Vasco da Gama e retirou o controle da SAF do clube das mãos da 777 Partners, empresa americana. A medida em caráter liminar é assinada pelo juiz Paulo Assed Estefan.

Na prática, a decisão judicial suspende os efeitos do contrato de venda da SAF do Vasco à 777. Assim, o comando do futebol do Cruz-maltino passa aos dirigentes da associação, presidida por Pedrinho, ex-jogador do clube. Nos últimos meses, as duas partes vivem uma batalha.

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⚠️ A Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido do Vasco e tirou o controle da SAF cruzmaltina das mãos da 777 Partners.

Na prática, a decisão da 4ª Vara Empresarial suspende os efeitos dos contratos de acionistas e de investimentos da empresa.

O pedido do Vasco foi baseado no… pic.twitter.com/zMCLSkE29n

— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) May 16, 2024

“DEFIRO a cautelar requerida e SUSPENDO os efeitos do CONTRATO DE INVESTIMENTOS e do ACORDO DE ACIONISTAS, que concedem o atual controle da VASCO DA GAMA SOCIEDADE ANÔNIMA DO FUTEBOL à. Com isso, estão suspensos, também, os direitos societários (políticos e patrimoniais) da 777 CARIOCA LLC e devolvido o controle da companhia ao CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA, afastando-se os conselheiros indicados pela 777 CARIOCA LLC do Conselho de Administração da SAF”, diz o juiz na decisão.

O Conselho de Administração da SAF do Vasco tem sete integrantes, sendo cinco deles escolhidos pela 777 e dois pelo clube. Atualmente as cadeiras da empresa americana são Josh Wander, Andres Blazquez, Donald Dransfield, Nicolas Maya e Steven Pasko. A decisão retira os cinco do conselho, que tem ainda Pedrinho e Paulo César Salomão.

O pedido do Vasco no processo, que corre em segredo de Justiça, se baseou no artigo 477 do Código Civil e levou em consideração as recentes notícias relacionadas à situação financeira da 777, que está sendo processada por fraude nos Estados Unidos.

Além da suspensão do efeito dos contratos, o juiz também nomeou uma empresa independente para elaborar laudo econômico-financeiro e investigar as operações contábeis denunciadas pelo clube na ação.

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