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Esporte

Justiça determina suspensão da exibição do patrocínio de plataforma conteúdo adulto em gigante da Série A

A Justiça determinou a suspensão da exibição da marca da Fatal Fans no Corinthians. A decisão foi tomada na Vara da Infância e Juventude do Tatuapé  |  Divulgação / Corinthians

Publicado em 01/10/2026, às 19h48   Divulgação / Corinthians   Leonardo Oliveira

A Justiça determinou a suspensão da exibição da marca da Fatal Fans no Corinthians. A decisão foi tomada na Vara da Infância e Juventude do Tatuapé, em São Paulo, em uma ação judicial proposta pelo Ministério Público do Estado. 

Uma liminar determinou a proibição da divulgação do polêmico patrocínio pelo Corinthians e deu prazo de 15 dias para que a marca seja retirada de uniformes, espaços esportivos, canais digitais e outras áreas. Além disso, é necessário a adoção de mecanismos eficazes de verificação de idade para restringir o acesso de crianças e adolescentes aos conteúdos do site patrocinador, entre outras providências. O processo tramita sob segredo de justiça. 

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A Vara da Infância e da Juventude do Tatuapé destaca que a publicidade da plataforma alcança expressivo público infantojuvenil. Como a divulgação acontecia em diversos meios no clube, a liminar considerou presente o perigo do dano, diante do risco concreto à integridade emocional, à dignidade e ao desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes. 

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Patrocínio polêmico

O patrocínio da plataforma de conteúdo adulto por assinatura foi fechado em junho, com previsão de repasses de R$ 22 milhões ao Timão. O logo da empresa é exibido no calção do time masculino de futebol.

No mês de setembro, o Corinthians precisou trocar o lado de exibição da marca da Fatal Fans em razão de uma reclamação formal da Nike, no qual a fornecedora de material esportivo do clube não queria que o logo da empresa ficasse no mesmo lado do dela.

Desta forma, a marca da Fatal Fans precisou ir para o lado direito do calção, acima do símbolo do Corinthians. A Fatal Fans ainda apareceu nos uniformes das equipes de futsal e basquete.

Desde a assinatura do contrato, o Corinthians enfrentou críticas pela natureza do serviço da patrocinadora, mesmo com a diretoria tomando o cuidado prévio de, internamente, consultar diversos setores do clube.

No futebol feminino, em que a Fatal Fans exibe uma campanha de conscientização sobre violência contra a mulher no uniforme em vez da própria marca, a empresa ainda se disponibilizou a assumir o pagamento dos salários da atacante Gisela Robledo, na renovação de contrato da jogadora até 31 de agosto 2027.

No mês passado, o Ministério Público abriu um inquérito sobre o patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians para investigar se a exibição da marca representaria risco ou violação dos direitos de crianças e adolescentes.

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Classificação Indicativa: Livre


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