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Esporte

Marca de vinhos de Neymar tem garrafas que custam R$ 50 mil

Marca de vinhos criada por Neymar e Dirceu Vianna Junior já chegou a redes do Sul e negocia expansão para outros mercados  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 07/10/2026, às 17h50   Reprodução/Redes sociais   Antonio Dilson Neto

A marca de vinhos Le Prince, que tem Neymar Jr. entre os sócios, projeta vender entre 700 mil e 1 milhão de garrafas nos primeiros 12 meses de operação. A estimativa, que considera o período até junho de 2027, prevê uma receita de aproximadamente R$ 25 milhões com a comercialização dos produtos.

O portfólio reúne vinhos de diferentes faixas de preço. O rótulo de entrada custa R$ 59,90 e aparece por R$ 49,90 em promoção.

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No outro extremo, há garrafas numeradas que podem chegar a R$ 50 mil, com  vendas condicionadas a consultas ao perfil do consumidor.

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Reprodução/Le Prince

A seleção dos produtos é comandada por Dirceu Vianna Junior, primeiro brasileiro a conquistar o título de Master of Wine. Segundo os responsáveis pela empresa, ele tem autonomia para definir quais vinícolas, safras e rótulos entram no portfólio.

Essa parte é 100% dele, ele tem a caneta e toma as decisões em relação a portfólio, a vinícola, a safras”, afirmou um dos cofundadores.

Lançada em 26 de junho, a empresa entrou em um mercado que movimentou cerca de R$ 21,1 bilhões no Brasil em 2025, segundo levantamento da consultoria Ideal.BI divulgado pela Bloomberg Línea. 

Apesar de a estreia ter ocorrido durante a Copa do Mundo, a escolha da data não foi planejada para aproveitar uma eventual exposição de Neymar no torneio. Segundo a empresa, o período chegou a provocar até um atraso pontual no processo de importação dos produtos.

Estratégia

A estratégia da Le Prince também busca se diferenciar de outras marcas associadas a celebridades. Em vez de utilizar a fama do jogador para justificar preços mais elevados, a empresa afirma que o nome de Neymar é usado nas negociações com as vinícolas para obter condições comerciais mais competitivas.

A distribuição começou pela rede catarinense Angeloni e, em aproximadamente três meses, avançou para redes como Koch, Giassi e Condor. A marca também negocia a entrada no Atacadão e trabalha para ampliar sua presença em outros estabelecimentos do Sul e de São Paulo.

Além do mercado brasileiro, a Le Prince já iniciou vendas internacionais. A empresa mantém negociações consideradas estratégicas na China, mercado que pode contribuir para o alcance da projeção de vendas de até 1 milhão de garrafas no primeiro ciclo de operação.

Sem vinícola 

A empresa adotou um modelo considerado mais enxuto para a produção. Em vez de manter uma vinícola própria, a Le Prince trabalha em parceria com a chilena Terra Austral, que reserva parte de sua estrutura para a produção dos rótulos da marca.

Depois da produção, os vinhos chegam ao Brasil por meio de tradings parceiras em Santa Catarina e de um centro de distribuição localizado em São Paulo.

A escolha pelo modelo reduzido em ativos permite que a empresa trabalhe com diferentes produtores e regiões, sem ficar vinculada a uma única estrutura de produção.

A gente preferiu ir num modelo mais asset-light, isso dá pra gente a liberdade de ter basicamente várias vinícolas à nossa disposição”, explicou um dos responsáveis pela operação.

O Chile também ocupa posição relevante na cadeia brasileira de importação de vinhos. Em 2025, o país foi o principal fornecedor do produto ao Brasil, com US$ 213 milhões em vendas, aproximadamente 38% dos US$ 561,2 milhões importados pelo país no período, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Consumo brasileiro

Para a Le Prince, o mercado nacional ainda tem espaço significativo para crescer, principalmente pelo baixo consumo per capita de vinho. Segundo a empresa, brasileiros consomem atualmente entre dois e três litros de vinho por pessoa ao ano.

Na Argentina, no Uruguai e no Chile, a média chega a cerca de 20 litros por consumidor.

A estratégia para os próximos meses será concentrar esforços na consolidação da marca no Sul e em São Paulo antes de ampliar o portfólio. A expansão para o Nordeste e outras regiões brasileiras está nos planos da empresa, mas ainda não tem prazo definido.

Classificação Indicativa: Livre


TagsCopa do mundoDirceu vianna juniorLe princeNeymar JrTerra australvinhosNeymar

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