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Esporte

Após vencer leilão, saiba valores que Marcos Lamacchia precisará desembolsar por SAF de gigante da Série A

Importante clube brasileiro vive um imbróglio administrativo com sua SAF há mais de dois anos  |  Reprodução / Redes Sociais / Linkedin / @marcosfarialamacchia

Publicado em 25/09/2026, às 16h55 - Atualizado às 17h40   Reprodução / Redes Sociais / Linkedin / @marcosfarialamacchia   Tácio Caldas

A empresa de Marcos Lamacchia, a Almirante Participações, venceu o leilão pela SAF do Vasco da Gama. A vitória do empresário e investidor paulista foi declarada nesta sexta-feira (25) após sessão ocorrida na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A empresa do enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, foi única a apresentar uma proposta para assumir a administração da SAF do time carioca.

Apesar dessa definição na Justiça, essa operação ainda precisará cumprir algumas outras etapas administrativas e burocráticas para ser concluída. Isso porque o negócio ainda será submetido ao Conselho Deliberativo e a uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do clube, precisando da aprovação em ambos os casos. Vale lembrar que todo esse processo também está sendo acompanhado de perto pela agência responsável pelo fair play da CBF.

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O QUE ESTÁ SENDO VENDIDO?

Essa operação não representa uma transferência direta das dívidas acumuladas pelo Vasco para a futura nova controladora da SAF da equipe carioca. Isso porque o negócio envolve um mecanismo chamado de UPI Equity. Esse mecanismo possui uma função interessante e de potencial “facilitador” para destravar um acordo.

Ou seja, a UPI Equity é uma unidade produtiva isolada estruturada para permitir a negociação de ativos de uma empresa em recuperação judicial. O detalhe é que dessa forma, o comprador não assume as obrigações financeiras anteriores da empresa. Isso quer dizer que Marcos Lamacchia e a Almirante Participações não devem assumir as dívidas do Vasco da Gama anteriores a este negócio.

Além da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) que precisará ser refeita, o negócio também contempla direitos relacionados à propriedade intelectual do Vasco. Entre elas estão escudo, cores, uniformes, emblemas e brasões, mascote e também a utilização do histórico estádio de São Januário.

QUANTO VAI CUSTAR?

De acordo as informações estabelecidas pelo edital, o novo controlador da SAF do Vasco deverá realizar um investimento mínimo de R$ 500 milhões no futebol até 2030, ou seja em cinco anos. Esse investimento deverá ser distribuído em parcelas iguais de R$ 100 milhões nesse período. Vale lembrar que, anteriormente, Lamacchia já havia investido cerca de R$ 27 milhões no Cruz-maltino. Esses valores foram usados para quitar compromissos do processo de recuperação judicial da equipe carioca.

Outro detalhe é que esse investimento deverá ser destinado exclusivamente às atividades do futebol, não podendo ser utilizado para o pagamento de dívidas antigas. Além dessa quantia, estão previstos investimentos específicos na estrutura do clube, como um investimento de R$ 120 milhões ao longo de 10 anos no Centro de Treinamento e outros R$ 30 milhões, em dois anos, para as categorias de base.

Mas não para por ai. O acordo também conta com investimento para a condução de projetos de incentivo fiscal em benefício do Vasco. No acordo existe a previsão de captação de R$ 150 milhões para essa finalidade também ao longo de 10 anos.

E O SÃO JANUÁRIO?

Esse acordo definiu ainda condições financeiras para o uso do estádio do Vasco. A nova SAF terá prioridade e exclusividade na utilização de São Januário até 31 de dezembro de 2030 mediante o pagamento de R$ 3 milhões por ano ao Vasco. Em caso de eventual reforma o valor anual será reduzido para R$ 2 milhões.

Assista ao Arena BNews da última quinta-feira (24):

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TagsAlmirante participaçõesCBFCruz-maltinoMarcos lamacchiasafSociedade Anônima do FutebolUpi equityVascoVasco da Gana

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