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Paralimpíadas Paris: Com direito a ouro, Brasil faz dobradinha e quebra recorde mundial no atletismo

Júlio Cesar Agripino e Yeltsin Jacques conquistaram medalhas na estreia do atletismo nas Paralimpíadas de Paris  |  Wander Roberto/CPB

Publicado em 30/08/2024, às 09h03 - Atualizado às 09h04   Wander Roberto/CPB   Marcelo Ramos

O Brasil começou o segundo dia das Paralimpíadas de Paris a todo o vapor. Na estreia do atlestismo, nesta sexta-feira (30), Júlio Cesar Agripino conquistou o ouro nos 5 mil metros da classe T11 (deficiências visuais) e Yeltsin Jacques levou o bronze.

Júlio Cesar completou a prova com o tempo de 14min48s85 e quebrou o recorde mundial que pertencia justamente a Yeltsin Jacques. Consequentemente, o recorde olímpico também foi quebrado.

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“Estou muito feliz, é muita emoção ser campeão paralímpico e quebrar o recorde mundial. Mostra a força da periferia. Comecei a treinar, só tinha um campinho. Mas, com muita força e determinação, eu consegui vencer, sempre tem altos e baixos na vida, mas agora sou campeão paralímpico. Dedico também essa medalha para o meu avô”, disse Júlio Cesar Agripino, que foi diagnosticado com ceratocone, doença degenerativa na córnea, aos sete anos.

Foi o segundo ouro do Brasil na Paralimpíada de Paris 2024. Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, nesta quinta-feira (29), confirmou o favoritismo e garantiu a medalha nos 100 metros costas da classe S2 (limitações físico-motoras) com o tempo de 1min53s67.

Classificação Indicativa: Livre


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