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Esporte

Portuguesa rebate Fábio Mota e traz detalhes da dívida do Vitória por Renê

A Portuguesa rebateu a declaração do presidente do Vitória e detalhou o saldo devedor da equipe baiana pela compra do atacante Renê  |  Divulgação / Portuguesa SAF

Publicado em 20/10/2026, às 22h31   Divulgação / Portuguesa SAF   Leonardo Oliveira

A novela financeira envolvendo o Vitória e a Portuguesa ganhou um novo capítulo. Após o presidente rubro-negro, Fábio Mota, afirmar que o clube paulista também possuía débitos com o Leão, a SAF da Lusa rebateu a declaração e detalhou o saldo devedor da equipe baiana pela compra do atacante Renê, ao ge. O jogador teve 50% de seus direitos comprados pelo Leão por cerca de R$ 5,8 milhões (1 milhão de euros).

Na versão de Fábio Mota, a Lusa deveria aproximadamente R$ 1 milhão ao Leão da Barra referente à negociação do meia Daniel Júnior, o que serviria como compensação para a dívida de R$ 2 milhões do Vitória por Renê. “Estamos tentando chegar a um acordo nessa linha. Ninguém está pagando o Vitória, mas não tem como o Vitória deixar de pagar", afirmou o presidente na última segunda-feira (19).

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Choque de narrativas

A Portuguesa apresentou uma realidade bem diferente. A diretoria da equipe paulista garante que não possui parcelas vencidas pela compra de Daniel Júnior. Segundo a Lusa, uma antiga pendência já havia sido resolvida com um abatimento de R$ 625 mil diretamente de uma parcela de R$ 904 mil que o Vitória precisa pagar por Renê no próximo dia 1º de novembro.

Na matemática paulista, a dívida atual do Vitória é de R$ 2.279.000,00. A Portuguesa frisou que o restante a ser pago por Daniel Jr. (parcelas de R$ 125 mil) segue um cronograma rigorosamente em dia, com vencimentos previstos apenas entre novembro de 2026 e abril de 2027.

Ação na ANRESF 

De acordo com a Lusa, o Vitória foi notificado extrajudicialmente no dia 2 de outubro e, após novo descumprimento, a equipe paulista acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebo (ANRESF) em 14 de outubro. A Portuguesa também ressaltou que a proibição das casas de apostas esportivas mencionada pelo presidente do Vitória, no dia 25 de setembro, é posterior ao início da inadimplência, configurada no dia 1 de setembro. Além disso, a Lusa garantiu que não recebeu nova proposta formal do clube baiano por um novo acordo de pagamento.

O clube solicitou que Renê seja impedido de entrar em campo até a quitação dos débitos, defendendo a medida como um fortalecimento do "fair play financeiro" no futebol brasileiro.

“O clube entende que, caso implementada no futebol brasileiro, essa medida teria caráter exemplar, didático e eficaz, contribuindo para que os clubes assumam compromissos compatíveis com suas condições financeiras e respeitem integralmente as obrigações estabelecidas em contrato. Trata-se de um instrumento que pode contribuir decisivamente para o fortalecimento do fair play financeiro e para a construção de um ambiente de maior responsabilidade e sustentabilidade no futebol nacional”, afirmou o trecho da nota divulgada pela Portuguesa.

O mandatário do Leão minimizou a ameaça e garantiu que sequer foi notificado. “Não existe. Se fosse assim, metade dos jogadores de três ou quatro equipes não estariam em campo. Não tem respaldo legal para o jogador não jogar. Deveria ter, mas não tem”, cravou Fábio Mota.

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Independentemente do imbróglio, Renê já é desfalque certo para a próxima partida do Vitória. Suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos, o atacante fica de fora do duelo contra o Athletico-PR neste sábado, às 16h30, no Barradão, pela 32ª rodada do Brasileirão. 

Reprodução / Victor Ferreira / EC Vitória
Reprodução / Portuguesa
Reprodução / Victor Ferreira / EC Vitória
Reprodução / Portuguesa SAF

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