Esporte
Publicado em 24/09/2026, às 23h05 Reprodução / Rafael Ribeiro / CBF Leonardo Oliveira
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, voltou a se posicionar sobre o futuro das bets no Brasil e, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (24), fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao partido.
“Eu não sou petista. Aliás, não gosto de petista. Eu sou um cara de direita, minhas características são definidas como uma pessoa de direita. Eu vejo petista com desvio moral e intelectual. Eu vejo assim, é minha forma de entender e cada um com a sua vida”, afirmou o dirigente rubro-negro. "Aliás, tem muito petista que torce para o Atlético-GO e eu respeito”, complementou.
A declaração aconteceu em meio ao debate sobre a possível proibição das bets no país, tema que ganhou força após Lula voltar a defender publicamente o fim das plataformas de apostas, classificando-as como “pouca vergonha do futebol”.
Apesar de se declarar contrário às apostas, Adson Batista questionou o momento escolhido para avançar na discussão. Para ele, a iniciativa tem caráter eleitoral e desrespeita contratos já assinados pelos clubes.
“Mas não estou aqui falando de questão política. Acho que o presidente da República tem que respeitar os contratos que nós temos assinados, as placas, essas situações. Porque vir agora com questão eleitoreira... A 15 dias da eleição, isso é fazer careta para cego. Tinha que fazer isso lá atrás”, disse.
O dirigente defendeu que, se as bets deixarem o Brasil, que seja após o término dos acordos comerciais, dando tempo para os clubes readequarem seus orçamentos. “Nós já recebemos da nossa patrocinadora, que paga bem e paga certo. Então como é que a gente vai romper um contrato? Ter que restituir? Tem que ser muito analisado tudo isso”, completou.
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A fala de Adson se aproxima, em parte, da posição do vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que também classificou a discussão como “medida eleitoreira” e alertou para o impacto financeiro sobre os clubes. Bravo, no entanto, é contrário à proibição das bets e chegou a criticar o Bolsa Família, dizendo que o programa “escravizou o preguiçoso”.
Enquanto Hugo Bravo defende a manutenção das apostas regulamentadas, Adson Batista quer o fim do mercado, mas de forma planejada. “Quando terminarem esses contratos, tira essas bets do Brasil. Vamos tocar nossa vida. Não pode patrocínio, mas vai continuar jogando os nomes dos clubes? Então não usa nunca mais o Atlético Goianiense”, afirmou.
Adson reforçou que sua posição contrária às bets não é recente e negou que esteja motivada pelo debate eleitoral. “Eu nunca joguei e nem vou jogar, sou contra esses negócios. Jogo que eu gosto é só futebol”, declarou.
Para o presidente do Atlético-GO, a saída das casas de apostas pode acontecer, mas precisa respeitar os compromissos assumidos e dar condições para os clubes reorganizarem seus orçamentos em uma nova realidade financeira.
Adson Batista se declara de direita ao comentar bets e cobra respeito a contratos
— Lucas Lourenço (@luucasslourenco) September 24, 2026
Às vésperas do clássico, o presidente do @ACGOficial , voltou a falar sobre as casas de apostas: "Há 15 dias da eleição, isso aí é só para fazer careta para cego" pic.twitter.com/Waz8Pl43Ha
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