Esporte
Publicado em 31/12/2025, às 19h21 - Atualizado às 19h45 Victor Ferreira / EC Vitória Analu Teixeira
A temporada de 2025 do Vitória foi intensa do início ao fim. Entre recordes de invencibilidade, elimações precoces, goleadas históricas e trocas constantes no comando técnico, o Rubro-Negro viveu um verdadeiro teste de resistência. No fim, a permanência na Série A representou o respiro tão esperado após um ano marcado por turbulências dentro e fora de campo.
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O Vitória começou o ano embalado. A sequência positiva iniciada no fim de 2024 se estendeu para 2025 e resultou na segunda maior série invicta da história do clube: 22 jogos sem derrota. A marca envolveu partidas da Série A, da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano e colocou o Rubro-Negro em evidência no início da temporada. A série chegou ao fim em março, com a derrota para o Naútico, pela Copa do Brasil.
A temporada foi marcada por quedas rápidas em competições importantes. O Vitória foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil e caiu ainda na fase de grupos da Copa Sul-Americana, após derrota frustrante para o Universidad de Quito na última rodada. Na Copa do Nordeste, o Rubro-Negro caiu nas quartas de final diante do Confiança, resultado que decretou a demissão do técnico Thiago Carpini.
Ainda em junho, o Vitória promoveu mudanças estruturais no futebol. Gustavo Vieira foi contratado como diretor, enquanto Manoel Tanajura passou a atuar como gerente. O clube definiu uma lista de dispensas, vendeu o então artilheiro da temporada, Janderson, e promoveu uma reformulação com a chegada de oito reforços no segundo semestre.
Fora de campo, o Vitória deu um passo importante com o anúncio do projeto da Arena Barradão. A reforma prevê aumento de 32% na capacidade do estádio, que passará de 30.793 para 40.597 torcedores. O investimento inicial será de R$405 milhões, por meio de parceria com o consórcio SD Arenas.
A previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2029, mas o projeto ainda depende de aprovação dos conselhos fiscal e Deliberativo.
Um dos capítulos mais traumáticos do ano aconteceu na 21ª rodada do Brasileirão. No Maracanã, o Vitória sofreu um 8 a 0 do Flamengo, a maior goleada da Série A na era dos pontos corridos e o segundo pior resultado da história do clube em jogos oficiais. O vexame foi a gota d’água para o técnico Fábio Carille, demitido ainda durante a madrugada.
Em setembro, Jair Ventura assumiu o comando técnico e se tornou o quarto treinador do Vitória em 2025. Antes dele, Thiago Carpini, Fábio Carille e Rodrigo Chagas tiveram seus trabalhos interrompidos. Com isso, o Rubro-Negro terminou o ano como o clube que mais trocou de treinador na Série A. Jair Ventura permaneceu no cargo até o fim da temporada e teve o contrato renovado.
A chegada de Jair Ventura foi determinante para a reação do Vitória no Brasileirão. Sete das 11 vitórias do time na competição foram conquistadas nas últimas 14 rodadas, período comandado pelo treinador.
Nesse recorte, o Rubro-Negro teve aproveitamento de 54,8% e foi a sexta melhor equipe do campeonato. A confirmação da permanência veio com a vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, no Barradão, aliada aos resultados dos concorrentes diretos.
Após o fim da temporada em campo, o Barradão foi palco das eleições do clube. Fábio Mota e a chapa Leão Colossal venceram com ampla vantagem sobre Marcone Amaral e a Aliança Vitória SAF. Reeleito com 85,95% dos votos, Fábio Mota comandará o clube no triênio entre 2026 e 2028. À frente do Conselho Gestor desde 2021, ele terá o mandato mais longo da presidência rubro-negra no século XXI.
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