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Esporte

SAF com investimento milionário enfrenta 16 processos que somam R$ 5,7 milhões após fracasso no Brasileirão

SAF de clube da Série C enfrenta 16 processos trabalhistas após fracassar na busca pelo acesso à Série B  |  Divulgação | Botafogo-PB

Publicado em 08/10/2026, às 15h14 - Atualizado às 15h51   Divulgação | Botafogo-PB   Alex Torres

A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo-PB tem enfrentado uma rotina conturbada nos últimos dias. Em meio a crise por não ter conseguido o acesso para a Série B, a equipe de João Pessoa agora terá que encarar problemas de ordem judicial. A informação foi divulgada pelo GE da Paraíba.

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De acordo com a publicação, a SAF do clube possui um total de 16 ações trabalhistas em aberto no Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13). Os valores atribuídos às causas somam R$ 5,7 milhões e envolvem jogadores, ex-integrantes de comissão técnica, ex-técnicos e até funcionários.

Os maiores valores estariam ligados a Lisca, ex-técnico do clube, com R$ 1,4 milhão; Gabriel Tota, com R$ 1,2 milhão; Romarinho, com R$ 860 mil; Marcio Hahn, integrante da comissão técnica de Lisca, com R$ 450 mil; Evaristo Piza, com R$ 313 mil; e Jonas Neves, também da comissão de Lisca, com R$ 306 mil.

Vale destacar que cada situação se encontra em um estágio diferente de tramitação. Algumas situações ainda ainda terão audiência, outras em fase de execução e também casos que estão suspensos temporariamente. Outro ponto importante é que os valores mencionados são uma estimativa e não representa, necessariamente, a quantia que será efetivamente paga pelo clube. 

As cobranças feitas pelos ex-jogadores, ex-membros de comissão técnica e funcionários estariam relacionadas a verbas rescisórias, FGTS, multas trabalhistas, horas extras, diferenças salariais, reconhecimento de vínculo, indenizações por danos moral e material e pedidos de rescisão indireta.

Ainda segundo o GE, o investidor da SAF do Botafogo-PB, Fillipe Félix, informou que a Sociedade Anônima de Futebol do Belo já pagou R$ 4,5 milhões de Regime Centralizado de Execuções (RCE). O modelo permite que o clube reúna as suas dívidas em um único juízo para pagamento de forma ordenada. Félix ainda declarou que os pagamentos estão "em dia" e os acordos com jogadores são realizados de forma judicial, o que considera como "normal" no futebol. 

Investimento na SAF

O empresário Filipe Félix adquiriu 90% das ações da SAF do Botafogo-PB, enquanto o compromisso global de investimento previsto para o projeto está estimado entre R$250 milhões e R$ 300 milhões ao longo de 15 anos. Em pouco mais de um ano à frente da gestão, os aportes realizados teriam ultrapassado R$20 milhões, valor superior à previsão inicial estabelecida para o período.

Atualmente, a administração avalia propostas e mantém conversas com grupos empresariais interessados em realizar novos aportes ou adquirir participação na SAF. Entre os grupos envolvidos nas tratativas está uma empresa que conta com a participação do meia Nenê.

A expectativa principal da temporada era conseguir o acesso para a Série B. Na primeira fase, a equipe teve ótimo desempenho e avançou em 1º lugar para o quadrangular final. Já na segunda fase, o desempenho caiu e a equipe somou apenas dois ponto nos cinco jogos que fez até o momento. Com isso, a equipe não tem mais possibilidade de subir para a segunda divisão. 

Classificação Indicativa: Livre


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