Esporte
Publicado em 27/05/2025, às 17h50 Reprodução/Redes Sociais Melissa Lima
A emblemática foto do embarque de Carlo Ancelotti de Madri para o Rio de Janeiro mostra Diego Fernandes, empresário brasileiro, abraçado ao treinador italiano. Ele vestia uma camisa retrô da seleção, relembranod a Copa de 1962.
Agente do mercado financeiro, Diego teve os holofotes voltados para si após a imprensa espanhola o identificar como um dos intermediários da CBF na negociação para a contratação do técnico, que é o mais vitorioso do futebol europeu.
De acordo com a coluna de Marcel Rizzo, do Estadão, o empresário é conhecido no meio esportivo por realizar operações financeiras e de câmbio para jogadores e dirigentes, tendo muito respaldo na área.
Além do futebol, ele possui influência em diversas áreas e antes de vir ao Brasil com Ancelotti marcou presença no festival de cinema de Cannes. Também acompanha com frequência os GPs de fórmula 1, estando em Mônaco, Miami e São Paulo recentemente.
Diante de suas ótimas relações, a CBF cooptou Diego para participar das negociações com Carlo Ancelotti visando, sobretudo, a discrição, como uma tentativa de que o negócio não vazasse. Ele possui ligação com Ednaldo Rodrigues desde 2022.
De acordo com a ESPN, o contrato com o técnico italiano rendeu ao agente uma comissão de 1,2 milhão de euros (R$ 7,683 milhões). O portal afirmou ainda que Diego contratou agências de comunicação na Europa e no Brasil para vender sua imagem a partir da negociação.
A necessidade de veicular seu nome em notícias ligadas a contratação de Ancelotti estaria, inclusive, em contrato. A Confederação, em sua nota oficial do anúncio do treinador, inicialmente não mencionou Fernandes. Horas depois, a matéria foi atualizada, desta vez com uma mensagem de agradecimento ao agente.
Ainda segundo a ESPN, foi o próprio Diego que bancou o aluguel do avião que transportou Carletto ao Brasil, ao custo de mais de R$ 1 milhão. Por contrato, a CBF reembolsará o montante.
Apesar do sucesso na "operação Ancelotti", diante da troca de Ednaldo Rodrigues por Samir Xaud na presidência, a CBF não tem intenção de seguir trabalhando com Diego Fernandes no futuro.