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Esporte

Sem problemas! Presidente de clube da Série A afirma que não será afetado com proibição das bets

O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, afirmou em entrevista que o clube não será afetado financeiramente pela proibição das bets  |  Reprodução / Rafael Ribeiro / CBF

Publicado em 01/10/2026, às 23h59   Reprodução / Rafael Ribeiro / CBF   Leonardo Oliveira

O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, afirmou em entrevista para a CazéTV, divulgado nesta quinta-feira (1ª), que o clube não será afetado financeiramente pela Medida Provisória (MP) do Governo Federal que proibiu o funcionamento das bets no Brasil.

De acordo com o dirigente, apesar do patrocínio máster da Sportingbet, o cruzmaltino não será impactado, por conta da chegada do empresário Marcos Lamacchia, vencedor do leilão que o garantiu a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco. 

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"A saída da bet vai me afetar zero financeiramente porque, no meu negócio, o investidor assume o fluxo de caixa. O que eu receberia da bet, vai cair para o fluxo de caixa. Quem vai pagar é o investidor. Não é justo com ele, mas a instituição não sofre nada. E o dinheiro para o investidor também não significa muito porque tem um potencial financeiro muito grande", comentou na entrevista.

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Importância da discussão e alerta para os clubes

Pedrinho também destacou a importância da discussão social sobre o mercado das bets e alertou para os danos financeiros aos clubes com uma "ruptura inesperada em um contrato legal".

"Existe toda uma preocupação sobre a saúde das pessoas. Acho que é algo que tem que ser discutido, a gente pode aprimorar, criar outros critérios. Mas, pensando no Campeonato Brasileiro, tenho que me colocar no lugar dos clubes, que vão ter prejuízos. Poderiam ter dado um prazo: "Olha, em 2028, vai acabar". Mesmo que fosse sem diálogo para que os clubes pudessem se reorganizar", ressaltou o presidente.

Contrato 

O Vasco participa da mobilização dos clubes para ir contra a proibição das bets determinada pelo governo federal via Medida Provisória, mas se vê imune aos prejuízos, pois o que está previsto em contrato é que, se o déficit do clube aumentar, o novo investidor, o empresário Marcos Lamacchia, precisará compensar a perda e injetar mais recursos. 

De acordo, com a oferta apresentada e homologada pela Justiça, a Almirante Participações prevê investir R$ 500 milhões em cinco anos no futebol, mas o valor é mínimo e pode aumentar. O que se espera é que essa quantia seja investida nos próximos dois anos. Trata-se, por sinal, do prazo do contrato com a atual patrocinadora máster, a Sportingbet.

O recurso destinado pelo patrocinador em 2026 já foi pago, e houve uma notificação ao Vasco em tom de proteção antes de uma eventual rescisão. O clube recebeu R$ 25 milhões pelo acordo até o fim do ano. Já em 2027, o valor fixo aumenta para R$ 35 milhões, sem contar os gatilhos de performance.

A quantia pode ser facilmente coberta pelo novo investidor. Uma cláusula do contrato com a Sportingbet ainda revela que caso o clube seja vendido, haverá brecha para rescindir o acordo sem o pagamento de multa.

Dikran Sahagian/Vasco
Reprodução/Linkedin e Leandro Amorim/Vasco
Matheus Lima/Vasco

Classificação Indicativa: Livre


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