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SUPERAÇÃO: Corredor que superou coma grave retorna ao esporte e alcança pódio; conheça

Corredor teve seis paradas cardíacas após correr  |  Divulgação / Arquivo Pessoal

Publicado em 19/10/2025, às 12h48   Divulgação / Arquivo Pessoal   Vagner Ferreira

O corredor Arthur Felipe Pinheiro de Barros, de 33 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória grave enquanto corria em Itanhaém, São Paulo. Ele, que ficou internado por mais de um mês e foi desenganado pelos médicos, teve o diagnóstico de morte súbita abortada. Após o processo de recuperação, voltou a praticar o esporte aos poucos e, recentemente, chegou ao segundo lugar na categoria Pessoa com Deficiência (PCD).

De acordo com o g1, o jovem possui sequelas cognitivas, como consequência da falta de oxigênio no cérebro e a perda de memória recente. No entanto, encontrou na corrida uma forma de recomeçar e de se desenvolver. 

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“Voltar a correr foi como renascer. Me disseram que eu talvez nunca mais andasse direito, quem dirá correr. Foram dias de dor, medo e muita luta. O desfibrilador me deu uma nova chance. Quando consegui dar meus primeiros passos, parecia impossível chegar até aqui”, descreveu, segundo a reportagem. 

A esposa dele, Gabrielle Zach de Barros, relatou que, apesar de ter ficado com um pouco de trauma com a corrida, pois foi assim que ele chegou a atual condição, Arthur não quis desistir do esporte. Na recuperação, cada avanço era uma conquista.

“Eu o vi entre a vida e a morte. Vi os médicos balançando a cabeça sem esperança, e vi também a força que ele teve para lutar. Cada sessão de fisioterapia, cada pequeno avanço, era uma conquista para nós dois. É um milagre vê-lo sorrindo, correndo e vivendo”, disse ela, ao g1. 

A morte súbita abortada aconteceu em fevereiro de 2024, quando Arthur precisou ser reanimado. Ele foi assistido, de primeiro modo, pelo fisioterapeuta Thiago Nunes Basso e pelo soldado PM do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) Ariane de Lucas, até o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegar. No total, o jovem teve seis ciclos de parada cardiorrespiratória.

O jovem começou a fazer terapias diárias, e assim, com seis meses, voltou a andar, ler e falar, ainda que com dificuldade. Em um ano, já tinha recuperado uma parte da memória.

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