Esporte
Publicado em 30/07/2026, às 14h42 - Atualizado às 17h05 Reprodução/FIFA Gabriel Santana
Em meio às polêmicas sobre a nebulosidade acerca das informações sobre o funcionamento do plano de investimento privado proposto pela Federação Internacional do Futebol (Fifa), mais de 50 países da Concacaf e a Federação Inglesa de Futebol (FA) revelaram que estão profundamente preocupados e ameaçam fazer uma reunião de emergência para boicotar as competições.
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As entidades anunciaram que o processo apresenta falta de transparência e não tem o devido processo legal. Na última terça-feira (28), a Fifa anunciou propostas para criar uma empresa privada para administrar as suas competições que teriam ligações com a família do atual presidente dos EUA, Donald Trump.
A Fifa bolou uma proposta de criar uma empresa para organizar as competições e gerir as operações comerciais da entidade, através da captação de recursos e vendas de ações. Preocupada, a FA alegou que desconhecia completamente a marcação da reunião e relatou que ficou sabendo do caso pela mídia.
“Não tínhamos conhecimento algum dessa proposta e não possuíamos detalhes substanciais, incluindo o que a proposta realmente é e quais condições estão atreladas a ela. Com base nas informações limitadas, estamos profundamente preocupados com a falta de processos e governança para chegar a este ponto, bem como com a aparente substância e os princípios envolvidos. Quando a proposta for compartilhada de forma completa e transparente, conforme prometido pela Fifa, deixaremos nossas opiniões claras e faremos mais comentários”.
A Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) também mostrou preocupações com o processo.
"A Concacaf só tomou conhecimento do assunto por meio da imprensa. Estamos profundamente preocupados com a falta de devido processo legal. Partilhamos a decepção de muitos na nossa região e no mundo do desporto pelo fato de este nível de detalhe ter sido concebido e divulgado publicamente antes de qualquer discussão com as partes interessadas. Como líderes no futebol, somos os guardiões do jogo. Coletivamente, a Fifa, as confederações e todas as associações têm a responsabilidade de sempre agir no melhor para o esporte. Todas as decisões que tomamos devem ser guiadas por boa governança, processos robustos e gestão responsável a longo prazo. Assim que a Concacaf funciona e acreditamos que todos na Fifa agirão da mesma forma”.
Nesta quarta-feira (30), a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) relatou que as 55 federações realizarão um boicote e não vão participar das competições futuras organizadas pela Fifa.
“Nenhuma seleção nacional da Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas permanecerem em pauta, a menos que a ideia seja totalmente abandonada e haja garantias vinculantes”.
O boicote prejudicaria, por exemplo, a Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada no meio do ano que vem no Brasil. Segundo o ge, a Uefa foi uma das primeiras entidades a se posicionar contra e foi apoiada pela Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC).
As três entidades representam 143 dos 211 membros da Fifa, configurando a ampla maioria.
Confira a publicação de posicionamento oficial da Uefa.
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