Esporte
Publicado em 03/11/2026, às 15h32 Victor Ferreira/ECV // Rosinei Coutinho/STF Matheus Simoni
Clubes de futebol foram convocados a se manifestar nesta terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF), durante audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, sobre a Medida Provisória que põe fim às plataformas de apostas esportivas no Brasil. Convidado a participar no encontro, o Vitória foi representado pelo advogado André Carvalho Sica, contratado pelo Leão da Barra para gerir a busca pela implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no rubro-negro baiano.
Durante fala na audiência, o jurista destacou que a medida caiu como uma bomba no Vitória em função da disputa do Brasileirão da Série A.
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A gente conhece o problema da ludopatia e do acesso aos menores. Mas esses problemas foram resolvidos pela MP? Essa é a pergunta que se faz. Mais do que isso, a MP tinha necessidade de urgência e estava o presidente com poderes para publicá-la se não tivesse tanto a necessidade quanto a urgência? Essas são as perguntas que precisam ser respondidas", disse o advogado.
Representando o Vitória, ele citou que o clube tem conseguido, com extrema dificuldade, manter as contas em dia em meio à proibição das bets no Brasil. Segundo Sica, as plataformas esportivas rendem uma movimentação financeira importante, representando 17% do faturamento do Vitória.
"No momento em que uma fonte de receita é extirpada do clube, toda essa programação vai por água abaixo. Quando tudo começou, presidente Lula disse uma frase: 'O futebol sempre viveu sem as bets'. Na verdade o excelentíssimo presidente tem razão, mas o problema é, no caso do Vitória, como ele vai chegar ao final deste ano sem as bets? O Vitória contava com esses valores, está disputando uma Série A a duras penas e com desfalque de caixa", revelou.
André Sica ainda confirmou que o Vitória, desde o fim das plataformas de apostas online, o Leão da Barra passou a viver atrasos salariais e contas em aberto. Ele endossou a fala dos outros clubes pela suspensão imediata da MP e a adoção de um período de transição para que as plataformas possam se adequar às regras.
O clube passa a entrar em risco. O Vitória tem risco imediato de descenso e drenagem do seu caixa. As receitas desaparecem, mas os compromissos permanecem", declarou.
Além do Vitória, participam da audiência clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Guarani, Portuguesa e Grêmio, além de representantes do governo federal, sociedade civil e associações ligadas ao futebol e às plataformas.
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