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A internet tem sido meio poderoso de denúncia para clientes que relatam casos de mau atendimento de lojas renomadas. O mais recente, é o da loja Gregory do Shopping Salvador que, de acordo com a cliente, Mariana Lisboa (34), se negou a efetuar troca do produto com defeito, no caso, uma camisa que custou cerca de R$ 200. O caso foi divulgado por sua irmã, Clara Lisboa, nas redes sociais, como facebook, e-mails e em programas televisivos.
De acordo com relatos da cliente, a compra da blusa foi realizada em novembro de 2010, mas esta somente foi usada pela primeira vez em janeiro de 2011. "O tecido se desfez no momento em que foi vestida. Entendam, não foi descosturar, nem rasgar. A camisa tem listas meio prateadas que começaram a abrir, denotando um defeito mesmo do tecido”, descreve Mariana que é advogada.
Ela explica que no mesmo dia foi à loja, solicitando a troca da mercadoria. A atendente, no entanto, disse que o procedimento era enviá-lo para análise da loja em São Paulo. Após espera de um mês, a gerente da loja retornou dizendo que já havia ultrapassado o prazo da troca e sugeriu que fossem feitas “umas pregas na camisa”.
“Óbvio que não aceitei. Questionei sobre o prazo que deve ser contado a partir da descoberta do defeito, uma vez que se tratava de um defeito oculto, invisível até aquele momento”, fala a cliente.
Segundo o relato, a gerente disse que iria consultar o dono da loja que no momento estava em viagem fora do país. No sábado (2) Mariana retornou novamente a Gregory para saber o que haviam decidido, entregando à atendente o recibo da análise.
“Elas reafirmaram que não poderia efetuar a troca. Solicitei por escrito esse posicionamento. Eles tanto me negaram dar essa declaração e como também o meu recibo de análise”, fala Mariana que diante da situação, afirma ter entrado no balcão da loja e arrematado o seu documento.
“A vendedora disse que dono mandou avisar que podíamos dar queixa no Procon, na Justiça, à Polícia, que ele não estava nem aí. Além disso acionou o sistema de segurança do shopping quando minha irmã tomou o recibo de volta”, conta Clara que presenciou toda a situação.
“ Nenhum momento consegui falar pessoalmente com o dono do estabelecimento. O primeiro contato aconteceu apenas depois da divulgação na mídia. Mesmo assim, não recebi nenhum pedido de retratação da loja que, diante do constrangimento, hoje teria muito mais valor do que a simples troca do produto”, conclui Mariana.
Direitos - Adriana Menezes, diretora de atendimento do órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), explica que quando o defeito do produto não é vísivel, ou seja, é apenas revelado com o uso, se configura o que no Direito se chama de "vício oculto" . Estritamente nesse caso, o cliente tem o prazo de até 90 dias para trocar do momento em que o defeito se apresentou, independente de quando adquiriu a mercadoria.
" No caso de contrangimento, além de danos materiais, o cliente também pode processar o lojista por danos morais", informa Adriana que orienta nesses casos o cliente realizar denúncia no Procon.
A redação entrou em contato com o representante da loja, Felipe Fica, que afirmou já ter procurado a cliente para solucionar o problema e efetuar a troca do produto. Segundo Felipe, a versão da equipe de trabalho da loja sobre o fato é diferente, mas que somente ira prestar qualquer declaração sobre o assunto perante a justiça.
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