Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (9), os médicos e servidores decidiram pela suspensão da greve, após paralisação por sete dias, em toda a rede de saúde do Estado. No caso dos servidores, o Sindsaúde-Ba informa que a categoria permanece em "estado de greve", mobilizada e acompanhando o processo de negociação, que será reaberto pelo governo estadual na próxima semana.
Depois e cinco horas de reunião com o secretário da Saúde Jorge Solla ficou acertado entre as partes: a garantia de revisão do Plano de Carreira; a extensão para o grupo administrativo dos mesmos critérios de variação da GID que são aplicados ao grupo saúde; antecipar para julho os efeitos financeiros da avaliação de desempenho, tanto para o grupo saúde como para os técnicos administrativos; o compromisso de não descontar dos salários os dias parados; a agilização dos processos de aposentadoria e de pagamento do adicional de insalubridade.
Para o presidente do Sindimed, José Caires, a greve foi vitoriosa, na medida em que "colocou nas ruas a luta dos médicos e expôs publicamente as dificuldades enfrentadas pela categoria". Em nota o sindicato dos médicos informou que “Solla assumiu o compromisso de fazer a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), a partir da retomada da mesa de negociação no próximo mês de julho”.
Ambos, servidores e médicos, segundo divulgado em seus sites, classificaram a greve como vitoriosa, pela repercussão e por sensibilizar a sociedade e o secretário da Saúde. Apesar da trégua para negociar, um cronograma de atividades foi definido pelos servidores, que a começar por uma manifestação no dia 31 de maio.
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