Vinte e um municípios baianos estão com situação de emergência reconhecida pelo governo da Bahia, segundo último balanço divulgado pela Coordenadoria Estadual de Desfesa Civil (Cordec). Destes, três estão com problemas causados pelas chuvas de outono e 28 sofrem os efeitos da estiagem.
As chuvas que caíram sobre o território baiano nas últimas semanas deixaram um rastro de problemas em municípios que, tradicionalmente, sofrem por conta de um fenômeno inverso: a estiagem prolongada. São eles Juazeiro, Jucuruçu e Saúde, situados no norte e centro do estado.
Já a seca que afeta os semi-árido baiano tem deixado um rastro de sofrimento sobretudo nos municípios do sudoeste baiano, a exemplo de Brumado, Palmas de Monte Alto, Marcionílio Souza, Tanhaçu, Planalto e Poções. Com a situação de emergência decretada e reconhecida pelo governo, as administrações das cidades afetadas têm respaldo legal para celebrar contratos sem licitação e a possibilidade de receber recursos da Defesa Civil nacional.
Chapada – A seca na Bahia foi tema de uma ampla reportagem assinada pelo jornalista Gervásio Lima na mais recente edição da revista Ciência Ambiental. De acordo com a publicação, a estiagem prolongada também vem afetando os municípios da Chapada Diamantina, segundo destino turístico do estado, atrás apenas do litoral.
Entre os municípios mais afetados pelas queimadas estão os localizados no Parque Nacional da Chapada Diamantina. Nas grandes extensões de caatingas, o déficit e a irregularidade das chuvas, além dos gravetos e folhas secas, facilitam o início de incêndios, que, quando não são causados criminalmente, começam em função do reflexo do sol em pedaços de vidros de garrafas ou copos jogados por turistas e trilheiros.
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