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Frentistas fazem nova manifestação em Salvador

O protesto nesta sexta-feira (3) é no posto Novo Bairro, no Itaigara  |  

Publicado em 03/06/2011, às 10h38      Maiana Brito


Fotos Gilberto Júnior

Descontentes com a falta de respeito dos patrões, que fecharam acordo e depois voltaram atrás, os frentistas fazem nova manifestação, desde o começo da manhã desta sexta-feira (3), no posto de combustíveis Novo Bairro, no Itaigara, em Salvador. De acordo com o diretor de comunicação do Sinposba (Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia), Paulo Félix, os trabalhadores - cuja data-base é em 1° de maio - entraram em acordo com os donos de postos no último dia 26 de maio. Mas, no dia seguinte, os patrões desfizeram o acordo, que previa o fornecimento de leite durante a jornada, reajuste de 9% e aumento do auxílio alimentação de R$ 77,00 para R$ 85,00.

Eles querem substituir o leite pelo pagamento de R$ 15,00 por mês para os empregados providenciarem. Além disso, querem cortar a conta salário e o ponto facultativo, conquistados nas convenções coletivas anteriores. “Sem contar que os domingos e feriados trabalhados não são pagos”, diz o sindicalista. A categoria reivindica ainda plano de saúde, pelo qual lutam há 10 anos, cesta básica, tíquete alimentação e mais segurança.
Os frentistas prometem continuar com as manifestações e, caso os patrões não apresentem proposta satisfatória na reunião do dia 7 com o Ministério Público do Trabalho, vão fazer assembleia para deliberar estado de greve, podendo parar por tempo indeterminado. “Trabalhamos em um dos setores mais lucrativos do país, não temos respeito nem benefícios sociais. Para piorar, arcamos com todos os prejuízos das empresas”. Segundo Paulo Félix, tudo é descontado do salário do empregado, desde os produtos das loja de conveniências, até o cheques sem fundos, cartões clonados  e os valores levados em assaltos. “Se duvidar, a gente fica devendo”.
Em relação à entrevista concedida pelo diretor da Associação de Apoio Comunitário à Educação, Cultura e Cidadania (Acafag), Marcos Supérbos, ao jornal da manhã na semana passada, sobre o curso de formação de frentistas, Paulo Félix concordou com a necessidade de qualificar os trabalhadores, mas alertou em relação aos salários. Segundo o especialista, a renumeração mensal pode chegar a R$ 1 mil.

Mas, o sindicalista disse que essa não é a realidade. “Se as empresas pagarem tudo direitinho, domingos, feriados, horas extras, os auxílios, os adicionais mais o salário, pode ser que se aproxime desse valor. O problema é que é muito difícil isso acontecer”.

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