Os sequestros internacionais de crianças estão crescendo no Brasil, segundo reportagem do jornal Correio Braziliense, na sua edição deste domingo (24). De 2003, quando a Advocacia-Geral da União (AGU) começou a atuar em processos dessa natureza, a 2010, foram 218 ações judiciais, das quais 65 (30%) só no ano passado.
O perfil mais comum é da mãe brasileira que, depois de dissolver uma união lá fora com um estrangeiro, retorna ao país trazendo os filhos, sem o consentimento do ex-cônjuge ou descumprindo decisão judicial referente à guarda.
Embora haja uma convenção internacional ratificada por pelo menos 88 países que determina a resolução dos imbróglios em seis semanas, a morosidade da Justiça brasileira ainda é um entrave, resultando em prejuízos para a criança.
Entre os países com mais ações de sequestro internacional de crianças resolvidas pelas autoridades brasileiras estão a Itália, a Argentina e os EUA.
Para a AGU, além das diferenças culturais e das dificuldades de adaptação em países estrangeiros, “o aumento no número de casos pode levar a crer que a crise econômica seja fator que influencie na decisão de retorno”.
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