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Publicado em 10/08/2011, às 08h09 Rafael Albuquerque
O advogado Fernando Magalhães, da construtora Segura, responsável pelo edifício Comercial II, palco de uma tragédia que vitimou nove operários, na manhã desta terça-feira (9), falou ao Programa do Bocão na Rádio Sociedade. Magalhães reforçou que a empresa tem a obirgação para com os familiares. "Providenciamos psicológos, assistentes sociais, onibus para o traslado dos familiares que moram no interior. Isso obviamente não resolve nada, mas é nossa obrigação". O advogado falou sobre o ambiente familiar na empresa: "Nós estamos extremamente fragilizados, pois somos uma família".
Magalhães afirmou ao apresentador Zé Eduardo que a empresa vai arcar com as despesas que tem obgrigação: "Vamos tentar dar assistencia, dentro das nossas possibilidades, às viuvas, aos parentes. É claro que nesse momento não tem dinheiro que dê conforto, mas é nossa obrigação. Evidentemente que uma falha ou outra será consertada, mas tenham certeza de que não vamos fugira nossa responsabilidade".
Para ele, a manifestação hoje foi uma forma de homenagear as pessoas que se foram. "Tragédias ocorrem. O que nos resta é ajudar os familiares". Sobre o embargo daobra pela Sucom, ele disse que o embargo nesse caso é um fator natural. "Esse embargotem nossa concordância. Nós realmente queremos a verdade. Nesse momento não estamos preocupados com a paralisação na obra, e sim com a melhor forma de confortar os familiares das pessoas que se foram".
Na Rádio Sociedade - Com o mesmo discurso o diretor da Construtora Segura, Fernando Magalhães, na manhã dessa quarta-feira (10) deixou claro que a empresa está fazendo o máximo possível para ajudar os familiares. "Disponibilizamos assistentes sociais, o translado dos corpos e ônibus para trazer e levar os familiares ao interior, já que muitos dos operários mortos moravam lá. Não vamos fugir das nossas responsabilidades", afirmou.
O diretor da Segura ainda disse que a empresa não vai fugir de sua obrigação. "Estamos fragilizados, todos faziam parte de uma família", concluiu.
Em protesto à morte dos colegas, centenas de operários estão realizando manifestação na Avenida Paralela. Eles seguirão em caminhada até o empreendimento Le Parc, obra que também já teve casos de acidentes fatais, para que outros trabalhadores se juntem à caminhada.
De acordo com um manifestante, os equipamentos da obra da construtura não estavam seguros e já estavam obsoletos.