O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), cogita a possibilidade de aplicar outra versão do exame a alunos que fizeram a prova no sábado (6) com algumas questões repetidas e outras faltando. O presidente da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB), Ophir Calvacante, recomenda que o estudante prejudicado procure o Ministério Público (MP) para relatar o problema.
O problema teria sido registrado em algumas provas do caderno amarelo. A maioria das provas com erro chegou a ser trocadas por outra pelos fiscais em todo o país, mas a estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2 mil estudantes tenham feito a prova incompleta.
Nesses casos, está sendo estudada a possibilidade de reaplicar a prova, mas ainda não há certeza se essa será mesmo a solução adotada. O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, garante que nenhuma aluno será prejudicado. Neto afirma que ainda esta semana vai disponibilizar um site para que os candidatos abram um requerimento e peçam a correção invertida da folha de marcação.
Para OAB, exame deve ser anulado e aplicado novamente
Ele não descarta, no entanto, que o instituto busque outra alternativa para resolver o problema. Uma das possibilidades é que os prejudicados façam as provas em dezembro, quando os presidiários serão submetidos às provas, como ocorreu no ano passado quando alunos que não puderam fazer o Enem em cidades do Espírito Santo atingidas por enchentes fizeram a prova na mesma data dos detentos, um mês depois.
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