O porta-voz da Polícia Militar, coronel Lima Castro, em entrevista coletiva à imprensa realizada nesta quarta-feira (24/11), divulgou balanço com informações e dados colhidos sobre os ataques e incêndios ocorridos hoje no Rio de Janeiro. Segundo Castro, 13 incursões foram realizadas nesta quarta-feira em 27 comunidades. Até as 16h40 de hoje, o balanço havia registrado um total de 11 automóveis, uma van e cinco coletivos incendiados.
De acordo com o coronel, 25 pessoas foram detidas e encaminhadas às delegacias, dois policiais foram feridos em operação na altura de Vila Cruzeiro e 13 armas foram apreendidas, incluindo dois fuzis, uma espingarda calibre 12, uma submetralhadora, uma granada e duas bombas de fabricação caseira, além de entorpecentes (maconha, cocaína) e material inflamável em garrafas PET. Quatro carros e uma motocicleta foram recuperados.
A operação da PM será intensificada nesta quinta-feira:
"Continuaremos com as operações de incursão, faremos comboios, viaturas estarão patrulhando as ruas da cidade, haverá mais blitz, o efetivo retirado da área administrativa continuará atuando na Zona Sul, na Grande Niterói e na Zona Oeste. Teremos ainda um aumento do policiamento, este embarcado em ônibus, atuando na Tijuca e no Méier", destacou Castro.
Conforme já anunciado, a primeira medida da PM foi reduzir folgas e colocar nas ruas policiais em condições de serviço, que trabalham na área administrativa. Por determinação do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, 17.500 homens ficam de prontidão até segunda ordem. Estão sendo empregadas 1.625 viaturas, além de 190 motos. A partir de quinta-feira, mais 60 viaturas estarão circulando na Região Metropolitana.
Segundo o porta-voz, a população deve ficar calma. As operações irão permanecer e serão cada vez mais incisivas:
"A prontidão permanece, vamos provavelmente fazer uma reunião interna para avaliar se o que estamos fazendo está atingindo os objetivos. Era esperado que houvesse uma permanência, uma resistência. Não seria de um dia para o outro que as coisas iriam se resolver, mas nós vamos ficar o tempo que for necessário com a máxima capacidade possível, ainda temos condições, se for preciso, de aumentar a capacidade de policiamento", disse.
De domingo até esta quarta-feira, mais de 150 pessoas foram detidas, e o envolvimento destes suspeitos com os incêndios está sendo investigado. O porta-voz da Polícia Militar, coronel Lima Castro, pediu calma à população, lembrando que o ideal é não reagir. E estimulou os moradores da cidade a fazerem denúncias pelo serviço Disque-Denúncia.
"Não começamos esta guerra, nos provocaram para que entrássemos nela e vamos sair vitoriosos. Se demorar dois dias, ótimo, se demorar dez, 30, não será tão bom, entretanto temos capacidade técnica, de homens, de recursos, de alimentação, somos uma tropa militar organizada. Entendemos que eles certamente não têm esta capacidade. Eles estão em um momento de êxtase, que daqui a pouco vai parar. Eles não têm capacidade de reposição de homens, armamentos, munição. Temos como cercá-los", concluiu.
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