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Médicos federais voltam ao trabalho, de olho nas negociações

Segundo presidentes do Sindemed, governo já entendeu que falhou com a categoria  |  

Publicado em 13/06/2012, às 10h39      Redação Bocão News

Nesta quarta-feira (13) os médicos da rede federal voltam ao trabalho. Mas de acordo com o presidente do Sindemed, Francisco Magalhães, a categoria retoma as atividades de olho nas propostas e negociações: “na terça-feira (26) os médicos federais volta a se reunir em assembleia para avaliar propostas oferecidas e pode sim também aderir ao movimento grevista. Estivemos reunidos na terça-feira, o governo já entendeu que falhou com a categoria. Vamos aguardar para ver o desfecho da situação”.  

O presidente do Sindemed explicou para a reportagem do Bocão News que os médicos federais protestam contra a Medida Provisória (MP) nº 568, de 2012, que trata da remuneração e da jornada de trabalho de profissionais de saúde. O texto prevê que profissionais que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor – uma redução de 50% na remuneração.

Segundo nota da Câmara Federal, o relator da Medida Provisória 568/12, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), vai retirar do texto enviado pelo Executivo os dispositivos que ampliaram a carga de trabalho dos médicos e veterinários do serviço público federal e reduziram a remuneração. Braga deverá apresentar, na comissão mista que analisa a proposta, novas tabelas para os valores do vencimento básico e das gratificações específicas das categorias. Um parecer prévio foi apresentado pelo senador, nesta terça-feira (12), em conversas informais com diversos parlamentares. Os valores somente serão conhecidos nesta quarta (13), quando também será divulgado se o parecer vai apenas retornar à situação remuneratória anterior ou vai produzir algum reajuste.

A remuneração dos profissionais de saúde não é o único ponto polêmico da MP 568. O texto é extenso e altera pelo menos 45 leis que regem diversos planos de cargos de carreiras civis e militares. Funcionários do DNOCS alegam que também perdem salário com o texto do Executivo. O parecer da MP 568 vai ser discutido nesta quarta, a partir das 11 h. 

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