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Publicado em 15/06/2012, às 14h05 Redação Bocão News
Após cinco meses do início das obras na Feira de São Joaquim, comerciantes ainda reclamam da morosidade nas obras e baixa das vendas no galpão para onde foram transferidos em janeiro deste ano. Na manhã desta sexta-feira (15) aconteceu um ato cultural no espaço provisório, com objetivo de lembrar o período da transferência, além de chamar atenção da população para o local e cobrar brevidade nas obras - que tem prazo previsto para 2014. O ato teve shows do grupo Movimento, a sambista Juliana Ribeiro, além da deputada estadual de São Paulo e uma das mais tradicionais sambistas do país, Lecy Brandão, que é filiada ao PCdoB.
Para requalificar a Feira de São Joaquim e, principalmente, os feirantes, visando atrair clientes das classes A, B e C, além de turistas, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Turismo e Companhia Estadual de Desenvolvimento Urbano (Conder) construiu o galpão para abrigar temporariamente os vendedores durante as obras que devem acontecer em 7 etapas em um prazo médio de oito meses cada período.
“O importante em todo este movimento cultural que promovemos é lembrar que esta é uma feira que abriga a riquezas e histórias de um povo, as obras devem ser construídas e o mais importante é manter a tradição, da feira. Não dá para esquecer o povo e sua tradição. As obras devem continuar e ter esta prioridade”, disse a deputada para a reportagem do Bocão News.
Concordando com sua convidada, a vereadora Olivia Santana complementou que a feira está viva, e não deve ser impedida de manter seu processo comercial: “o governo do estado e suas secretarias devem cumprir com o que foi acordado com os feirantes e entregar a primeira etapa no tempo previsto. O conceito da Feira de São Joaquin não pode ser esquecido, aqui se vende frutas, bichos, e tantos outros elementos da cultura baiana. É um verdadeiro leilão livre. Estamos aqui para cobrar brevidade nas obras”, acrescentou a vereadora.
E de acordo com Maurício Costa, presidente do sindicato dos feirantes de São Joaquim, a lentidão nas obras tem prejudicado os comerciantes: “o que vejo na primeira etapa da feira é menos de 30% de produção da Conder, uma obra que teve liberação de verba federal de 28 milhões. Mas enquanto não se sabe o que é feito com este dinheiro, os feirantes amargam a queda no comércio”, disse.
Com a palavra os feirantes:
“Eu nunca vi movimento mais fraco que este. Lá na feira é bem melhor”, Edmundo Araujo;
“Tenho família para alimentar, o que este governo pensa que está fazendo?”, Joana Silva;
“Eu realmente acho que nunca voltarei para meu local de venda na feira. Eles estão nos enganando”, Vilma de Jesus;
“Nem a festa de São João é uma esperança. Ninguém vem aqui, o que vendemos neste galpão nem se copara com a feira”, Zelito Santos.
Fotos: Gilberto Júnior // Bocão News