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Publicado em 31/07/2012, às 17h53 Redação Bocão News
Na manhã desta terça-feira (31) ocorreu um manifesto de moradores de Camaçari que se sentem prejudicados com as obras de Revitalização Urbanística da Bacia do Rio Camaçari. Os moradores exigiram a presença do prefeito Luís Caetano (PT), entretanto o chefe do Executivo municipal de Camaçari não apareceu e ocorreu uma reunião com representantes da Prefeitura. Os moradores reivindicam uma indenização.
"Sem opção de moradia, foi se constituindo uma população ribeirinha em área urbana. O Poder Público legitimou esta ocupação com ligação de água e energia elétrica, enfim , ofertando serviços públicos. Agora, de uma hora pra outra, sem nenhum critério, a Prefeitura de Camaçari anuncia a remoção indiscriminada de milhares famílias sem uma definição clara de indenização. Ao invés de revitalizar o Rio Camaçari, cuja obra está parada há seis meses, a Prefeitura quer levar insegurança à população", reclama Maurício de Tude, candidato a prefeito da cidade.
Uma reunião foi convocada pelo promotor Luciano Pitta, no Clube Social, com a presença de representantes das 2.800 famílias e da Prefeitura e teria como objetivo a prestação de esclarecimentos por parte do Executivo municipal referente à desapropriação. Porém, a Prefeitura modificou na segunda-feira (30) o local da reunião para um auditório na Cidade do Saber, com capacidade para cerca de 300 pessoas. Diante desta situação, o promotor afirmou que não compareceria à reunião. A suspensão do encontro gerou um ato de protesto por parte dos ribeirinhos.
Os moradores da região ribeirinha reclamavam por se sentirem injustiçados com a desapropriação. "Vocês estão tentando desestruturar minha vida. Eu quero, pelo menos, ter o direito de escolher onde morar. Eu não quero morar em um
apartamento, muito menos em Parafuso, um local tão escasso de recursos", manifestou Rodrigo Lopes, 52 anos, pintor.
"Estamos sendo obrigados a abandonar nossas residências e nos restringiram à opção de receber um apartamento, na comunidade de Parafuso, um local sem infra-estrutura adequada, sem farmácias, escolas, nada do que tenho próximo à minha casa.", declarou Gilvan Goes, 32 anos, técnico de Controle de Qualidade.
Entre esclarecimentos relacionados às especificações técnicas da obra, diversas pessoas saíram da reunião sem respostas para suas principais dúvidas relativas à indenização. "Tudo o que elas querem é receber um valor justo pelos seus imóveis", declarou Gustavo Vieira, advogado responsável pela causa.
O advogado também afirmou que o atual prefeito Luiz Caetano (PT) não compareceu a nenhuma das cinco reuniões já marcadas.
Foto: Divulgação