Membros da comunidade e representantes da sociedade civil presentes na audiência pública sobre a incineração do lixo tóxico em Camaçari, realizada nesta quinta-feira (06) na sede do legislativo municipal, deram demonstração de que não aceitam o descarte dos resíduos cancerígenos na cidade. Diante das respostas evasivas do diretor da Cetrel Lumina, Marcelo Pestana, aos questionamentos feitos pela deputada estadual Luiza Maia (PT), que cobrou a oficialização da desistência da queima, a tendência é que os ativistas realizem diversos protestos.
De início, está cogitada uma grande manifestação na porta da Cetrel, a quem cabe fazer a incineração das 760 toneladas do material produzido em São Paulo pela Rhodya. Um dos motivos recentes de revolta é que, apos terem ido espontaneamente na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) garantir aos parlamentares Bira Corôa e Luiza Maia, ambos do PT, que haviam desistido de vez da operação, os prepostos da companhia voltaram atrás e decidiram manter a posição perante o público e a imprensa.
“O povo veio para cá na expectativa de receber a notícia de que o lixo não será mais queimado. Ninguém está colocando em xeque a capacidade da Cetrel. O que questionamos – e com razão – é a iminente contaminação e os riscos decorrentes do transporte dessa bomba atômica que estão tentando desovar aqui”, cobrou Luiza Maia. Presente ao encontro, o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, comunicou que o “deslocamento” de produtos químicos é regulamentado por legislação federal. Outro ponto abordado pelo gestor é que a ALBA pode aprovar uma lei proibindo a entrada de lixo tóxicos provenientes de outras unidades da federação no estado. Por fim, confirmou que a Cetrel está proibida de incinerar o lixo tóxico da Rhodya até que novos testes assegurem que não existe nenhum tipo de risco.
Matéria originalmente publicada às 11h do dia 07/12.
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