Geral
Publicado em 10/02/2011, às 07h59 Redação Bocão News
Com o objetivo de fiscalizar para que não haja exploração infantil durante a folia, a prefeitura reuniu, ontem (8), em sua sede os órgãos oficias (municipal, estadual e federal), que participam da organização da folia. Equipes multidisciplinares participarão da fiscalização e, ao ser constatada irregularidade, devem propor aos pais que o menor seja levado para a casa de algum parente ou amigo e que a família receba uma cesta
básica.
Só no ano passado, foram abrigadas 69 crianças e 110 retornaram para casa recebendo os mantimentos. Caso não aconteça, a prefeitura levará a criança para um dos três abrigos que serão montados nos circuitos da folia: um na Escola São Domingos Sávio, na Garibaldi, outro na Escola Paroquial Santana, em Nazaré, e, por último, Escola Santa Teresinha, no Chame-Chame.
Diárias
Os cordeiros reivindicam R$ 50 de diária, mas os donos de blocos dizem que só pagam R$ 28. A Associação dos Cordeiros (Assindcorda) se reuniu e vai propor mudanças na reunião de hoje. Segundo um dos diretores da instituição, Mateus Silva, eles exigem o pagamento de adicionais de periculosidade e insalubridade e o recolhimento de INSS de cada um dos que vão trabalhar na festa.
Eles querem ainda que a Assidcorda seja a responsável por cadastrar e contratar os profissionais. “Haverá carteiras de identificação, palestras e cursos sobre a importância do associado trabalhar pelo turismo da cidade. Hoje, associados, existe uma média de seis mil, o que não é suficientes para atender o Carnaval”, admite Mateus.
Já o presidente da Associação dos Blocos e Trios, Fernando Boulhosa, diz que os pedidos são impossíveis de serem atendidos. Principalmente pela falta de comprometimento de muitos profissionais, que faltam, brigam ou abandonam o trabalho durante o percurso.
“Essa não é uma profissão regulamentada e não existe lista de deveres e obrigações. Assinamos o TAC e aí passamos a ter obrigações, com multas exorbitantes. Mas, se ele chegar para trabalhar embriagado, se faz de coitadinho, se ele foge no meio do bloco, não podemos fazer nada”.
Ainda segundo Bulhosa, ainda que, mesmo constatando a falta de compromisso, é obrigado a pagar pelos serviços não prestados de alguns cordeiros. “Ainda temos que pagar a diária do mau profissional. Não há espírito sindical, não há organização e muito menos associados para suprir a necessidade”, completa.